A Chave do Reino

RESUMO

A Chave do Reino


    “E todo o Homem que encontre a Palavra do Inefável - Amén vos digo: os Homens que conheçam essa Palavra, conhecerão a Gnose de todos estes Ensinamentos que vos tenho dado. Os Ensinamentos que estão em baixo e os que estão em cima, os que se estendem para diante e para os lados, numa palavra, todo o Homem conhecerá a Gnose de todos estes Ensinamentos que vos dei e dos que ainda não vos falei mas de que vos falarei, Região por Região e Ordem por Ordem na expansão do Universo.
E Amén vos digo: eles conhecerão de que forma o Mundo está estabelecido e conhecerão de que forma todos Aqueles da Altura estão estabelecidos e conhecerão de que terra surgiu o Universo.
Quando o Salvador disse isto, Maria Magdalena adiantou-se e disse: “Meu Senhor, tem paciência e não Te desgostes comigo se Te interrogo sobre todas as coisas com exatidão e certeza. Portanto, meu Senhor, é então outra a Palavra do Mistério do Inefável e outra a Palavra de Toda a Gnose?”
O Salvador respondeu dizendo-lhe: ‘Sim. Outro é o Mistério do Inefável e outra a Palavra de Toda a Gnose.’
E Maria acrescentou, dizendo ao Salvador: ‘Meu Senhor, tem paciência se Te interrogo e não Te desgostes comigo. Portanto, meu Senhor, a menos que Vivamos e Conheçamos a Gnose da Palavra Íntegra do Inefável, não seremos capazes de herdar o Reino da Luz?’
E o Salvador respondeu dizendo a Maria: ‘Seguramente, cada um que receba um Mistério do Reino da Luz, irá e herdará até a Região na qual recebeu Mistérios. Porém, não conhecerá a Gnose do Universo e porque é que tudo isto surgiu a menos que conheça a Una e Única Palavra do Inefável que é a Gnose do Universo.
E de novo vos digo abertamente: Eu sou a Gnose do Universo.
E, além disso, é impossível conhecer a Una e Única Palavra da Gnose, a menos que primeiro se receba o Mistério do Inefável. Mas todos os que receberem os Mistérios na Luz irão e herdarão até a Região na qual receberam Mistérios.’
Por esta razão vos disse anteriormente: ‘O que tenha Fé num Profeta receberá a recompensa de um Profeta e o que tenha Fé num Homem Justo, receberá a recompensa de um Homem Justo’. Quer dizer, cada um irá até a Região na qual recebeu Mistérios. O que receba um Mistério Menor, herdará um Mistério Menor e o que receber um Mistério Maior, herdará as Regiões Mais Altas.
E cada um morará na sua Região na Luz do Meu Reino e cada um terá Poder sobre as Ordens que estão abaixo dele, mas não terá o poder de ir às Ordens que estão acima. Morará na Região da Herança da Luz do Meu Reino, sendo uma grande e desmesurada Luz para os Deuses e todos os Invisíveis e estará em grande júbilo e grande regozijo.
Agora, portanto, escutai com atenção, porque posso falar-vos da grandeza d’Aqueles que receberam os Mistérios do Primeiro Mistério.”
- Pistis Sophia

    Prefácio: A Terra e o Céu

   Esquecer as expectativas acerca do livro, devido a sua imprevissibilidade.

   A cadência ascendente do livro e o aprofundamento dos Mistérios.

   Os conceitos sobre nós não podem se confundir com a jornada da Alma.

   O que somos em aparência não limita o que somos íntimamente.

   Convite à leitura do livro com os sentidos do espírito.


    Prólogo: O Descenso do Espírito

   Comumente os Mistérios são encontrados por meio de uma Doutrina.

   Antes que exista uma Doutrina, os Mistérios necessitam descender ao mundo.

   Os Mistérios vêm ao mundo não apenas para fundar religiões, mas para destruir velhas religiões já mortas e mesmo corrigir religiões já desviadas ou equivocadas.

   O site CLXV como um livro que foi escrito aos poucos até chegar a este formato final.

   O conhecimento de todos os mistérios por meio do Primeiro Mistério.


    Capítulo I: Homens e Deuses

   A Pessoa é a soma de tudo aquilo que já viveu em todas as épocas ao longo de muitas idas e vindas do mundo.

   Apesar de similares em aparência, há Almas que são muito antigas e Almas muito jovens.

   Muitas pessoas que destoam da sociedade, assim o são, tanto porque já viveram muito ao longo de muitas existências, bem como já se integraram com a Divindade, uma ou mais vezes.

   Há mudanças que fazemos que são aparentes e temporárias e há mudanças e mesmo aprendizados que são permanentes e que nos transformam e tornam-se eternamente parte de nós.

   Por vezes, o indivíduo é algo como pessoa, mas é muito mais em seu interior, e necessita recapitular o que já viveu para equiparar-se a seu Íntimo.

   A Grande Obra, a Integração Espiritual com Deus ocorre ao longo de muitas existências e que tudo aquilo que já fizemos e que fazemos tem continuidade.

   O Caminho Espiritual é mais lento e com menos ganhos para quem o vive a primeira vez, e muito mais rápido e mais profundo para quem o viveu muitas vezes.

   Os Mistérios, as Forças, os Poderes, necessitam de afinidade com a Criatura para revelarem-se, ainda mais para encarnarem ou manifestarem-se por meio deste.

   O Cristo não é Jesus, mas Jesus é o Cristo. Por afinidade ao longo de sua Obra, Jesus Cristificou-se, ele encarnou a Força Cristo.

   Uma coisa é Conhecer, outra é Compreender e ainda mais distinto é o Ser um Mistério. Exige-se grandes sacrifícios do indivíduo o processo de integrar-se com o Divino, a maioria das pessoas apenas conhece as coisas como informação.

   O Caminho Espiritual sempre paga o que é devido e indiferente de estarmos pela primeira vez ou não no caminho, sempre há mostras que estamos andando, se assim realmente estamos.


    Capítulo II: A Jornada

   A Infância conturbada por questionamentos e angústias acerca de como é o mundo, em uma época que era difícil o acesso à informação.

   Constantes questionamentos durante a infância sobre o sentido da vida, o porquê de tudo.

   Desenvolvimento do entendimento que de nada serviria decorar as coisas da Escola, se com a morte esqueceríamos, e mesmo os feitos seriam invalidados com o tempo.

   A Descoberta das Múltiplas Realidades por meio da Consciência, ainda na infância.

   Objetos que se moviam sozinhos, um televisor se desligava conforme a vontade do operador.

   A Experiência de integrar-se com a Divindade por meio das alterações dos Estados de Consciência.

   Terríveis crises emocionais e intelectuais dos 12 aos 21 anos, por conta da busca pela Verdade.

   O Encontro com o Gnosticismo, que é o verdadeiro Cristianismo Primitivo, anterior a sua polarização como Catolicismo.

   O Caminho fora vivenciado de maneira consciente, o ensinamento servia apenas para explicar o que se viveu e estava vivendo, não era um mapa de algo que se buscava, como era para as demais pessoas.

   Buscou-se sempre evitar tudo que alterava percepção, fosse o álcool, drogas, mesmo medicamentos. Afinal, impediam a percepção da realidade tanto física como interna.

   Medicações só devem ser usadas em casos muito extremos e sob uma estrita manifestação da consciência, uma vez que toda dor, todo problema é resultado de uma ação que deve ser revisada, corrigida. De nada nos adiantaria mascarar um problema para que cresça em segredo, inadvertidamente.

   O Contato com as Divindades sempre foi natural, estas assistiam o progresso e instruíam acerca dos Mistérios.

   O Processo de Recapitulação de Existências anteriores gerou uma profunda modificação na natureza humana, pela expansão da percepção da totalidade vida, além da corrente existência.

   O Evento do Ingresso no Círculo Consciente da Humanidade Solar e a participação das Magnas Atividades nos Mundos Internos.

   A Participação em um Ritual nos Mundos Internos aonde lhe fora revelado o nome do Ser (do Íntimo).

   Um Pacto com o Íntimo para ter acesso ao verdadeiro Conhecimento Espiritual em troca do Conhecimento Humano, abandonando assim a busca pelas coisas Humanas.

   O Isolamento, os Jejuns, a Meditação, a Oração e a manifestação do Espírito como processo até o encontro deste Mistério.


    Capítulo III: A Descoberta

   O Mistério foi revelado quando morando na cidade de Pelotas - RS.

   A Revelação ocorreu durante uma prática Esotérica que era realizada aos Domingos durante a Aurora, no amanhecer, durante uma meditação que se faz no final da mesma.

   A Prática que propiciou o momento para a manifestação do mistério era pouco concorrida e desvalorizada por conta dos sacrifícios necessários para participar-se.

   A Meditação consistiu em uma Posição confortável, relaxamento, oração, devoção e Integração Espiritual.

   A Renúncia das coisas do mundo é o verdadeiro caminho de Integração Espiritual e a Iluminação.

   A Descoberta do Símbolo CLXV (16890).


    Capítulo IV: A Origem

   Todo o existente é resultado de algo maior que este, assim sucessivamente tudo tem uma origem e é a consequência de algo.

   Há um Poder, há uma Força, que é maior que todos os Poderes e todas as Forças, que é de onde tudo emana. É deste único e incorruptível princípio de onde tudo se desdobra.

   Nos números encontramos as primeiras manifestações do Espírito.

   Existem Símbolos Humanos e existem Símbolos Espirituais, existe o que é criado com um propósito e existe o que é manifesto por si mesmo.

   As forças existem mesmo antes de serem descobertas, assim que algo pode ou não ser manifesto, pode ou não ser conhecido.

   Os Símbolos têm uma força própria e têm uma força que lhe atribuímos. Assim, a Cruz, por exemplo, tem um valor pelo que ela é e o que ela representa intimamente e, também, tem um valor que lhe atribuímos, pelo nosso entendimento, pela nossa afinidade, nossa vivência e experiência.

   Assim, um Símbolo tem uma expressão própria que ele expressa por sua natureza íntima e tem uma expressão daquilo que lhe atribuímos.

   Por isto, que algo por si só pode ter poder, mas, também, algo sem poder, pode ter força por termos Fé neste. Também, pode algo ter sua natureza e ainda, lhe impregnarmos ainda mais de uma mesma ou outra força.

   Os números têm vida e têm uma sabedoria muito além de tudo que conseguimos hoje entender ou expressar, são uma linguagem de Deus.

   O Bem e o Mal primordiais são a Misericórdia e a Justiça, acima e abaixo disto há outros níveis de Bondade e Maldade. É claro que a Lei é justa, apenas sofremos e atribuímos um valor equivocado à justiça quando somos cobrados pelos delitos que cometemos.

   São graças a estas cobranças da Lei Divina que podemos conhecer verdadeiramente nossos erros e modificar nossa natureza interior para ir continuamente nos integrando com o Espírito.


    Capítulo V: O Símbolo

   O Símbolo CLXV é a forma final de seu Mistério, seu estado adulto, por assim dizer, e por isto é a forma mais adequada de mesmo ao longo das eras, representar tal Poder.

   A progressão do Mistério CLXV e seus Sete Signos, são os mesmos Sete Selos do Apocalipse.

   O Santo Oito que é o primeiro estado deste Mistério é o símbolo máximo da Sagrada Ordem do Tibet.

   O Oito como princípio pode transformar-se no “1” e no “0”. A Progressão do “1” para o 0 forma o 9, a progressão do “0” para o “1” forma o “6”.

   Existem cinco números que ao serem invertidos girando continuam sendo números: “1”, “6”, “8”, “9”, “0”. No entanto, 6 e o 9 alternam seus valores ao serem invertidos.

   O “5” e o “2” são o espelhamento um do outro e o “7”, “3” e “4”, perdem seu sentido ao serem invertidos ou mesmo espelhados.

   A Vida física é uma réplica da vida Espiritual e assim como Espiritualmente do “1” surge o “2”, e assim por diante, fisicamente também vemos isto acontecer.

   O “1”, “8” e “0” são números sagrados e os encontramos em algumas culturas como símbolos que se referem às 108 existências que as Almas vêm ao mundo no Reino Humano para liberarem-se da Roda do Sansara (A Evolução e a Involução).

   Na Primeira Raça a reprodução era por divisão celular, representada pelo 8.

   Na Segunda Raça a reprodução foi Brotação, simbolizado pelo 10.

   A Terceira Raça reproduzia-se por meio da Gemação, representado pelo 180. As forças positiva e negativa habitavam um mesmo corpo.

   A Quarta Raça com a divisão dos sexos e o surgimento do Homem e da Mulher, é representada pelo 1690, demonstrando não apenas a dualidade, mais a necessidade do encontro das duas forças para a Criação. Neste caso, o 6 e o 9 representam os órgãos sexuais.

   Na Quinta Raça é quando a Grande Obra faz-se plenamente possível de ser realizada em aspectos até então impossíveis e, por isso, é representada pelo 16890. O Quatro representa a Cruz e o Quinto é o Cristo em seu martírio.

   Ao longo da Quarta Raça é quando se saiu do Éden, na Quinta vive-se o Sofrimento e o Martírio, na Sexta é o Regresso e na Sétima é a Purificação e Ascensão Final.

   Entre o Alfa (1) e o Ômega (0) surge a criação. Entre o 1 e o 0 encontramos Oito números.


    Capítulo VI: A Palavra

   CLXV é o nome do Símbolo 16890.

   CLXV significa 165 em números romanos, cujo significado espiritual dos números pode ser representado pelo “O Mago”, “O Amor” e “A Lei”.

   CL em Romanos é 150, XV por sua vez traduz-se como 15. Assim temos o 15 e outro 15 potencializado.

   O “1” do 165 pode representar tanto a Divindade como a Pessoa que trilha o Caminho do Espírito, e o 65 as duas forças que sustentam toda a criação existencial.

   O Mistério 12 é o Apostolado e significa o Sacrifício pela Humanidade.

   O Mistério 13 é A Imortalidade e significa A Morte de nossos Defeitos.

   O Mistério 14 é A Temperança e representa a Criação dos Corpos Solares e sua Cristificação.

   O Mistério 15 é A Paixão, e representa a necessidade de Aperfeiçoamento e Perfeição do que foi realizado para que no Mistério 16 que é a Torre Fulminada, sejam as debilidades finais que sejam expurgadas e não a queda do Iniciado.

   Estes três passos anteriores ao Arcano 15 podem ser resumidas na frase do Cristo Jesus: “Negue a si mesmo, tome sua Cruz e siga-me”.

   O 15 Simboliza o Gólgota, o processo final da Obra do Cristo antes de sua Ascensão.

   Na Tábua de Esmeralda de Hermes Trismegisto encontramos o mistério dividido em 15 partes.

   O Livro dos Mortos Egípcio tem 165 (CLXV) Capítulos.

   O Tarô tem 78 (7+8 = 15) Cartas ou páginas.

   A Pistis Sophia é a transcrição dos diálogos e dos ensinamentos de Jesus a seus discípulos depois de sua ressurreição.

   A Soma do CLXV (1+6+5) representa o 12 que é O Apostolado.

   No 165 encontramos também a Morte Psicológica (1 - Sabedoria, Pai), o Sacrifício Pela Humanidade (6 - Amor - Filho) e a Alquimia (5 - Lei - Espírito Santo).

   O Apóstolo é aquele que vive os mistérios e os têm encarnado em algum nível.


    Capítulo VII: A Missão

   A Soma da data da efetiva criação do site, é 15.

   O Início da divulgação destes Mistérios gerou uma perseguição por parte da Ordem da qual fazia parte, que culminou com a perda dos cargos e posteriormente a expulsão da mesma.

   Houve nesta época a exigência de definir-se entre seguir uma guiatura humana e uma Guiatura Divina, e como conta a história, seguiu-se os Preceitos e os Mistérios que entregava a Divindade.

   É Muito difícil para a humanidade e mesmo para aqueles que tão veementemente buscam os Mistérios, aceitar a manifestação e mesmo o encarne dos mesmos. Todos aceitam a possibilidade de uma jornada, mas ninguém aceita o concreto resultado disto. Ainda assim, esta oposição cumpre um papel na Obra daquele que segue em direção da Luz.

   Vivemos uma época de abundante informação vazia e sem sentido, onde a Verdade já não tem espaço para manifestar-se. Assim que chega o tempo quando o Mistério assume sua forma mais simples e mais elevada, como Potência de todos os Mistérios e todos os ensinamentos divinos possíveis, um Signo e uma Palavra.

   Além do site, teve-se a orientação interna de fazer um Anel e um Livro relativos ao Mistério. Ambas as peças serviram de catalisadores do Mistério e auxiliaram nesta Obra.

   Tudo na vida progride baseado em sacrifícios. A Semente morre como semente para tornar-se Planta, assim o Homem deve morrer no que é, para poder transformar-se no que deve ser.

   Esta Obra é o resultado do sacrifício de tudo aquilo que foi realizado, consumindo tudo que foi dito e feito acerca deste, para esta criação.


    Capítulo VIII: O Primeiro Mistério

   Cada pessoa tem um número com o qual tem afinidade, com o qual integra-se, o qual representa e pelo qual se faz representado.

   Conforme nos afinamos e nos integramos com estes mistérios eles se integram conosco.

   O Tempo e o Espaço tem de ser vistos de outra maneira para serem compreendidos totalmente.

   A Primeira Dualidade de Deus são seus dois extremos, onde em seu centro brota e desenvolve-se a vida.

   Nos números, encontramos a criação. Isto é representado pelo “1” e pelo “0”, onde em seu centro encontramos os demais números de “2” a “9”. É Claro que entre o “1” e o “0” encontramos o infinito (1 8 0), se tomarmos as demais potências numéricas possíveis como a dezena, a centena, o milhar, etc.

   Após o 10 Primordial, encontramos a sequência 56, 47. 38 e 29, já que após os extremos “1” e “0” serem formados, a criação do restante se dá do centro. Deus Pai fica nas extremidades (10) enquanto Deus Mãe (Espírito Santo) ao centro.

   A Força sexual é representada: nos minerais pelo “8”, nos vegetais pelo 10, nos animais pelo 180, nos humanos pelo 1690, e nos estados Divinais pelo 16890, quando Espírito (8) passa a estar encarnado no homem.

   IOD = “1” (Eterno Masculino), HE = “0” (Eterno Feminino), VAU = “9” (Principio Masculino Fálico, Lingam), HE = “6” (Principio Feminino, Útero, Yoni), a atração, a integração, a união destas forças é representada pelo = “8”.

   Há uma representação do Arcano I, onde encontramos expresso o Símbolo CLXV claramente exposto.


    Capítulo IX: Mais além do Véu

   Em uma meditação foi visto o Cristo sendo representado pelo Símbolo CLXV (16890), logo surgiram os estigmas como 75234 e 8.

   Na cabeça (1) a coroa de espinhos (7). Na mão esquerda (6) o cravo (5), na mão direita (9) outro cravo (2), nos pés (0) o cravo final como um só (34). Ao fim a ferida do costado (8).

   O Símbolo CLXV representa também o Matrimônio Perfeito, o equilíbrio do Homem e da Mulher, do Amor e da Atração Sexual.

   A Roda do Sansara, também, como tudo, é um desdobramento do Mistério CLXV e nela encontramos seu simbolismo. Evolução (6), Involução (9) e tudo aquilo referente a esta.

   O Planeta Júpiter tem uma íntima relação com o Símbolo CLXV. Zeus, é associado a Júpiter.

   Por meio do Quadrado Mágico de Júpiter encontramos sua Assinatura Astral, ao ligar os números em sequência.

   Encontramos além dos dois triângulos do Selo de Salomão, dois Pentagramas, na imagem desta Assinatura Astral.

   Há uma grande semelhança com o Símbolo CLXV e a Assinatura Astral de Júpiter.

   Na vertical desta imagem também encontramos uma figura com semelhança de um Raio, símbolo do Poder de Zeus, representado pela segunda sequência de cinco números (75234).


    Capítulo X: Dádivas Espirituais

   O Símbolo CLXV é a origem e a semente de tudo.

   Hermes o cita de maneira textual em sua Tábua de Esmeralda ao falar que o que é em cima (1) é como o que está embaixo (0) e que devemos subir (6) e baixar (9), obtendo aquilo que está em cima (7) e embaixo (34), etc.

   Os Dez Dedos de nossas mãos representam os Dez números (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0).

   No CLXV a sequência “1”, “8” e “0” representam Pai, Filho e Espírito Santo (dependendo do momento da criação e da região, o simbolismo muda a posição do Filho e do Espírito Santo).

   Os Cinco Auxiliares Litúrgicos (Arcanjos), são representados pelos números 7, 5, 2, 3 e 4), já os dois Arcanjos restantes que conformam os Sete grandes Weores, são representados pelo “6” e pelo “9”.

   Existem Três Daimons, e no final do Dia Cósmico é responsabilidade do Daimon do Sistema Solar reabsorver os Sete Logos.

   Representando um polígono estrelado de dez pontas, usando os números de 1 a 0, seguindo o princípio do Mistério CLXV, encontramos uma forma que é formada por dois pentagramas, um voltado para cima cuja soma dos dígitos é 30; também um pentagrama invertido onde a soma resulta 15.

   O Pentagrama voltado para cima representa ao Pai e o Filho (15+15), o voltado para baixo, o Espírito Santo (15); que podemos representar como MDCLXV, CLXV e XV.


    Capítulo XI: Poder Divino

   No primeiro instante da vida surge a Dualidade, então vem o Terceiro.

   Quando o Terceiro princípio assume sua posição central, temos o Pai (1), Filho (0) e Espírito Santo (69) como Cruz, sendo o Espirito Santo as duas extremidades horizontais (6 e 9).

   No Símbolo completo o Pai é o “7” superior, o Filho como 34, o Espírito Santo como 52, a Alma Divina e a Alma Humana como “8” central, o Íntimo como “1”, a Mente “6”, o Astral “9” e por fim o Vital e Físico como “0”.

   O Símbolo CLXV é a Chave Primordial da criação e é por meio dela que compreendemos qualquer coisa que se faça necessária.

   Todos os Símbolos Divinos acabam de alguma maneira sendo derivação deste princípio, direta ou indiretamente. Alguns símbolos claramente explicáveis de desdobramentos diretos são: Esquadro e Compasso Maçônicos, a Cruz, o Yin-Yang, Baphomet.

   CL do CLXV é dentre muitas coisas uma referência a dualidade entre Cristo e Lúcifer.

   Um dos significados do CLXV é “Canis Lucis Xystarches Veritas” (Cão da Luz, Instrutor da Verdade).

   Cristo e Lúcifer se complementam em meio a criação, sendo o Cristo a representação do Amor, e Lúcifer o Impulso Sexual, antes de mais nada.

   As três mais importantes pirâmides do Egito representam o sentido do 1, 6 e 5 (CLXV), e a esfinge o símbolo (16890).

   No Espermatozóide e o Óvulo igualmente vemos o “1” e o “0”, cuja atração invisível é representada pelo “8”. O “6” e “9” é certamente o simbolismo da criação, da vida, uma vez estas forças se unam.

   No homem vitruviano de Leonardo da Vinci encontramos o Símbolo CLXV expresso por meio de suas duas formas, ligadas ao círculo e ao quadrado, também podemos perceber o mesmo mistério em um protótipo de helicóptero deste mesmo autor, do século XV.


    Capítulo XII: Uma Nova Raça

   O Símbolo CLXV se desdobra também como “O Julgamento dos Mortos”, sendo representado o 6 e o 9, como o “coração que pesa mais que a pena” e “a pena que pesa mais que o coração”. Simbolizados pela linha (1) e o círculo (0) destes números.

   Outro Símbolo muito próximo ao CLXV é a Runa NOT, cujo principal significado é Justiça.

   Podemos então observar o mesmo Julgamento anterior de uma forma mais complexa usando o Símbolo completo. Sendo o Símbolo CLXV a Balança como um todo e o Coração e a Pena simbolizados pelo “5” e pelo “2”. A Parte inferior do símbolo (34) representa os três possíveis veredictos.

   Assim como existem os Quadrados Mágicos, certa vez encontramos nos mundos internos um Triângulo Mágico formado pelos numerais de “1” a “0”.

   Observando a soma dos números de todos os ângulos encontramos 15.

   O Sagrado IEOUA (JEOVÁ), pode ser representado como 18069 ou 16890.

   Os Mistérios de uma Nova Era são entregados muito antes de uma Nova Era surgir, para que se faça a transição da velha e da nova raça por meio destes mistérios. Este é o fruto do amanhã.

   A Cruz Suástica é o resultado do Símbolo CLXV.

   O símbolo conhecido como Ouroborus é uma das manifestações do Mistério CLXV.

   O Alfa e o Ômega podem ser sintetizados neste mesmo mistério.

   As duas árvores do Éden, estão relacionadas com o sigílo em questão.

   O livro que se refere o Apocalipse, que contem em si sete selos, é o CLXV, o qual nunca fora revelado, aberto.


    Capítulo XIII: A Grande Divindade

   O Compasso (1) predominante no lado direito (9) e o Esquadro (0) predominante no lado esquerdo (6) com seu mistério central (8) representam a Maçonaria Espiritual.

   No grau de Aprendiz o Compasso fica por detrás do Esquadro devido à inabilidade do recém-iniciado em vivenciar as realidades do espírito e por conta de suas debilidades não trabalhadas.

   No grau de Companheiro o Compasso fica à frente do Esquadro representando a dedicação às coisas Espirituais e a busca pela verdade, mas demonstra o desequilíbrio e a incapacidade de aplicar tais coisas no viver prático.

   O grau do Mestre é representado pela alternância entre o Esquadro e o Compasso porque representa o justo equilíbrio harmônico de todas as coisas e a plena integração do Espírito e da Matéria.

   No Símbolo Yin-Yang, também encontramos representados os números do Símbolo CLXV.

   O Próprio Caduceu de Mercúrio é o mesmo, em outra forma, desdobrado.

   O Bastão é representado pelo “8”, as serpentes pelo “6” e “9” (devido a suas polaridades), já o “0” é a base. O “6” e “9” também representam as Asas, que no símbolo completo são representadas pelo “5” e pelo “2”.

   O Corpo Humano tem 33 vértebras e estas representam espiritualmente os 33 passos que o homem tem de dar em cada corpo até a integração com o Espírito. Sendo cinco os corpos básicos (Físico, Vital, Astral, Mental e Causal), encontramos o 165 (CLXV) na multiplicação do 33 com o “5”.

   O 165 também encontramos na multiplicação do 11 e do 15, que são duas vertentes da mesma força. O Espírito Santo dentro e fora de nós.

   Todo o drama existencial pode ser representado no Mistério CLXV, como a Vida (1) a Morte (0) e por consequência o Nascimento (6) e o Desencarne (9) bem como o que há mais além disto como o Segundo Nascimento (5) e o surgimento do Quaternário (2). Acima disto, a Obra representada pelo “7” e o escape da vida comum e corrente. Na Vida encontramos o “7” como uma possibilidade de Obra, e após a Morte há o 3 e o 4 como Paraíso e Destino de possibilidade, ou mesmo retorno ao mundo (6).

   Deus está em tudo e em tudo encontramos Deus, assim como seu Mistério, sua Palavra. Quanto mais elevado algo é, mais similar ao seu princípio.

   Na Kabalah geralmente são citados 10 Sefiras, mas ao todo podemos afirmar que exigem 15 forças ou regiões, as quais expressam todos os níveis da criação e do próprio criador.


    Capítulo XIV: A Semente do Espírito

   Vemos este mistério espelhado em toda a criação, seja na forma dos planetas, na gravitação dos mesmos, na própria atração e repulsa que os Astros geram.

   Mesmo em um buraco negro ou em um furacão vemos dita forma do Mistério.

   A própria espiral de criação e de destruição do próprio Deus, tem esta forma.

   De tudo que aqui foi dito, o que tem verdadeiramente valor é o Símbolo e seu Nome.

   Dependendo do momento, da região, do ângulo, podemos falar do mesmo de diferentes maneiras.

   A mescla do Amor (6) e do Sexo (9) gera A Paixão (15).

   O Gólgota é o drama do Cristo (6) que se integra com sua contraparte (9), antes da ascensão final.

   A Pirâmide de Abraxas é a união do Quadrado Mágico de Saturno (constante 15), com o Triângulo Mágico de Abraxas (constante 15) e o Símbolo CLXV (Mistério 15).

   Os Deuses mais elevados não tem mais para onde subir e são representados com asas invertidas, pois só lhes resta voar para baixo. Assim, também, o contrário, no relativo aos Demônios.

   Devemos priorizar o que é permanente e não o que é temporário, jamais sacrificar a Alma em benefício do Corpo.

   No Ímã encontramos o Mistério CLXV, seus extremos e suas polaridades podem ser representadas por este mistério.

   O uso dos Anéis Sinete ao longo da história e os Símbolos das Divindades.

   A Progressão de uma semente como manifestação do Símbolo CLXV. A Semente (8) depositada na Terra (0), impulsionada pelo Sol (1), alimentada também pelo Ar (6) e pela Água (9).

   O Cristo tem como Símbolo a Cruz. O Baphomet tem um símbolo que o representa. Unindo o Símbolo do Cristo e de Lúcifer encontramos também o Símbolo CLXV claramente expresso.

   O Escaravelho é também um Símbolo diretamente desdobrado do CLXV, se duplicamos o CLXV e espelhamos a segunda imagem horizontalmente encontramos claramente a figura do Escaravelho.


    Capítulo XV: O Perdão dos Pecados

   XV (8), é o Primeiro Daimon.

   CLXV (16890), é o Segundo Daimon.

   MDCLXV (7156892034) é o Terceiro Daimon.

   O Primeiro Daimon é relativo ao Planeta.

   O Segundo Daimon é relativo ao Sistema Solar, Zeus Daimon.

   O Terceiro Daimon é relativo ao Cosmos.

   Uma mola pode assumir as formas: comprimida (0), descomprimindo-se (6), Estendida (1), comprimindo-se (9).

   Existem duas molas universais que sempre estão em oposição uma da outra, nisto sustenta-se a vida.

   Tomando os números das letras Hebraicas, encontramos em IOD-HE o 15 (10+5), e em VAU-HE, o 11 (6+5).

   Se somarmos o 15 e o 11 encontramos 26 cuja soma é “8” (2+6) e que é a semente do CLXV. Se multiplicamos o 11 e o 15 encontramos o 165.

   O Domínio das Paixões se dá em três níveis: XV, Humanas; CL, Naturais; MD, Espirituais.

   No Selo de Salomão encontramos o Mistério CLXV, assim como no Pentagrama.

   No Selo de Salomão o “1” e o “0” representam os dois triângulos, enquanto o “6” e o “9” o cruzamento e a integração destes. O “8” indica o equilíbrio e a sustentação.

   No Pentagrama encontramos o 8 como cabeça do Mistério, o “1” e o “0” como braços e o 69 como pés.

   O Pentagrama com a cabeça para cima, representa o Espírito prevalecendo sobre a matéria ou mesmo a Razão dominando as Paixões. O Inverso é a loucura, as Paixões governando por sobre a Razão.

   Existem múltiplas dimensões e as potências são usadas para representar as diferentes realidades.

   O Autêntico Templo de Salomão é representado por toda esta jornada da Terra ao Céu, da Matéria ao Espírito, assim como do Cóccix até a Cabeça.

   Se tomamos 20 lajotas como sendo “cinco” conjuntos de quatro, e multiplicamos este cinco pelos trinta e três passos que têm de ser dados, encontramos 165.

   O Selo de Samael é uma derivação, uma variação, uma das manifestações do mistério universal, CLXV.

   No Sarcófago de Tutancâmon, encontramos expresso, por meio dos símbolos ali expressos, o mesmo princípio universal da vida.

   No simbolismo da Arca da Aliança, vemos o Arcano CLXV expresso.

   Quando atingimos a perfeição de nossos veículos nas diferentes dimensões, ao regressar à Divindade Imanifestada, levamos uma semente de cada um dos corpos, que é um átomo de Carbono referente ao Corpo Causal; Oxigênio relativo ao corpo Mental; Hidrogênio sendo o corpo Físico; Nitrogênio como Astral.


    Epílogo: O Último Sermão

   Esta é uma Obra que apesar de terminada não está acabada.

   Não haveria como falar de todos os mistérios acerca deste Mistério.

   Todos nós recebemos e geramos influência, tanto os Astros como os Números têm um grande peso em nossas vidas.

   Nós somos formados por números e regidos por números.

   Nos números encontraremos nossa redenção.


    Posfácio: Palavras e Silêncio

   A alegria e a honra de ver esta Obra cristalizada.

   O amor de Deus para conosco, pela entrega do mistério CLXV.

   A obra aborda a luta e a conquista de encontrar o mistério em sua origem, também encontrá-lo posteriormente no mundo.

   O sarifício da parte humana e o preenchimento do vazio interior, com a verdade.

   O supremo esforço de Deus em descender, e do homem em ascender.

   O mistério como preparação da jornada de cada um na busca de seu mistério interior.

   A natureza cíclica e o esforço da Divindade por entregar os mistérios.

   A necessidade da leitura desta Obra com o coração aberto, sem dogmas, sem preconceitos, para assim receber as emanações da Grande Verdade.