O Perdão dos Pecados

CAPÍTULO XV

O Perdão dos Pecados


    “‘Estes são os limites dos caminhos para Aqueles que são Dignos dos Mistérios da Luz.’
‘Portanto, Àqueles que renunciaram (nesta Renunciação), dai os Mistérios da Luz e não os oculteis mesmo que sejam pecadores e tenham cometido todos os pecados e todas as iniquidades do mundo, as quais referi detalhadamente para que possam voltar a arrepender-se e obedecer ao que vos disse. Dai-lhes os Mistérios do Reino da Luz e não os oculteis deles, pois é precisamente por causa do pecado que trouxe os Mistérios ao Mundo. Eu posso Perdoar todos os pecados que sejam cometidos desde o princípio.’
‘Por este motivo, disse-vos anteriormente:
Não vim para chamar os Virtuosos.
Agora e portanto, trouxe os Mistérios para que os seus pecados sejam todos perdoados e eles sejam todos recebidos no Reino da Luz.
Os Mistérios são uma dádiva do Primeiro Mistério, porque Ele pode apagar os pecados e as iniquidades de todos os pecadores’.”
- Pistis Sophia

    XV, corresponde ao Primeiro Daimon (8);

   CLXV, ao Segundo Daimon (16890);

   MDCLXV, ao Terceiro Daimon (7156892034).

   Certa vez foi vista uma mola, uma mola que representava exatamente os estados da energia em sua progressão, relacionado ao Mistério do Quatro.

   Ela alternava estando totalmente estendida representando o “1”, logo se contraía no formato do “6”; chegava a sua compressão máxima formando o “0”, logo invertia o eixo vertical para se estender formando o “9”, e mais uma vez o “1” em seu estado inicial.

   Como sempre, sabemos que tudo se baseia na dualidade, assim que haviam duas molas que nunca se encontravam e que uma era a força motriz da outra. Quando uma estava no “1”, a outra estava no “0”, quando uma manifestava-se como “6” e outra, como “9”. Uma mola dava corda na outra, representando assim, o sistema relacionado ao Movimento Perpétuo.

   Então podemos perceber que o segredo da vida no planeta, é exatamente este. Estas duas forças trabalhando em conjunto, uma que atrai e outra que repele.

   Sabemos que a força de atração do planeta está em seu centro, a força de repulsa nas extremidades ou ao seu redor.

   A Atração e a Repulsão são a chave do Magnetismo e da Vida.

   Tomando IOD-HE VAU-HE, se formos observar o valor de cada letra no sistema Numérico Hebraico, temos:

   IOD = 10

   HE = 5

   Bem, 15 é realmente a Paixão e o Magnetismo, não poderia resultar noutro número mais santo para este mistério da Divindade.

   VAU = 6

   HE = 5

   Logicamente, o 11 é o número da Divina Mãe e mais uma vez não poderíamos ficar menos entusiasmados pelo resultado, já que é o Espírito Santo dentro de nós, é a expressão do Fogo Sexual dentro do Homem.

   15 x 11 = 165, como já dissemos.

   10+5+6+5 = 26 que resumimos ao Santo Oito (2+6).

   Assim que pela multiplicação do nome temos a Palavra, e pela soma temos o signo em sua primeira manifestação, cujo desenvolvimento como já sabemos é o Símbolo 16890.


   Ainda, observando este Tetragrama esotérico sagrado, nos deparamos com o fato de que o HE se repete duas vezes e sabemos que o segredo da criação está no 3, na trindade.

   Se tomamos IOD VAU HE, suprimindo o primeiro HE que se repete duas vezes, temos como resultado numérico o 10, 6 e 5; reduzindo Kabalisticamente a unidade, temos 1 6 5, ou seja, CLXV, 165 também.

   “‘E vós, Meus discípulos e todo o que receber o Mistério do Inefável, morará à Minha Direita e à Minha Esquerda, sendo Reis comigo, no Meu Reino.’
   ‘E todos os que tenham recebido os Três Mistérios do Inefável serão Reis-Companheiros convosco no Reino da Luz, mas não serão semelhantes a vós nem àqueles que receberam os Mistérios do Inefável. Pelo contrário, sendo Reis morarão por detrás de vós.’
   ‘E os que receberem os Cinco Mistérios do Inefável, também morarão por detrás dos Três Mistérios, sendo Reis, também.’
   ‘E, além disso, os que receberem o «Décimo Segundo Mistério» do Primeiro Mistério também morarão por detrás dos Cinco Mistérios do Inefável, sendo também Reis de acordo com a Ordem de cada um deles.’”
   - Pistis Sophia


   O INRI ou IOD HE VAU HE, ou CLXV, são esta mesma mola mágica que move os mundos.


   O Número Quinze se refere à Paixão. Do domínio das paixões nos tornamos livres e senhores desta natureza que primeiramente nos escravizava.

   O Domínio das Paixões se dá em três escalas:

   XV - Humanas;

   CL - Naturais;

   MD - Espirituais.

   Até mesmo os Deuses estão presos ao Karma, seus domínios não são mais do que prisões e seus reinados são elementos que impedem sua ascensão absoluta em determinado momento. Por isto, até mesmo as Paixões Espirituais devem morrer para os Deuses que ingressam no Absoluto.

   A Divindade é uma Luz que nenhum olho humano ou divino é capaz de contemplar. Quando da manifestação desta luz, ela projeta primeiro uma escuridão (trevas), para que fazendo contraste a esta luz invisível, surja uma luz visível e perceptível aos olhos dos Deuses e dos Homens.

   Estas duas forças complementares as representamos de forma muito sábia com o Selo de Salomão.

   As forças que Sobem e as forças que Baixam, são a origem e a razão de tudo quanto existe; é o símbolo de Deus em sua criação.

   Seis Pontas Masculinas e Seis Pontas Femininas (reentrâncias) nos assinalam o 12 (CLXV = 165 ~ 1+6+5 = 12).

   O Doze é um Símbolo do Sacrifício e do esforço da Divindade por tornar perfeita sua criação.

   Os Dois triângulos do Selo de Salomão representam Pai e Mãe, IO (1 e 0), Ísis e Osíris.

   Desta interação e desta integração, destas duas forças surgem dois movimentos que formam o Tetragrama universal. IOD-HE VAU-HE.

   Poderíamos dizer Homem-Mulher, Falo-Útero. Claro que toda criação depende disto.

   O Símbolo CLXV tal qual o Selo de Salomão nos dá a mesma chave e a mesma sentença, duas forças e dois movimentos.

   Uma força positiva e um movimento negativo. Uma força negativa e um movimento positivo.

   Destes dois princípios e destas duas ações ou forças em movimento, surge o Quinto que é a síntese ou a força motriz deste movimento, sua razão, sua Inteligência.

   Então temos o “1” e o “0” como estes dois polos contrários. O “9” como movimento negativo, o “6” como movimento positivo.

   Disto, surge o “8”, que é a inteligência, a força síntese e a razão deste movimento, é a vida e o Cristo que une o Pai e o Espírito Santo, o “1” e o “0”.

   Quando esta inteligência nasce dentro do Homem, ela toma a cabeça e aqueles quatro membros, sendo quatro opostos (dois e dois), tornam-se iguais em razão desta terceira força que é o próprio Deus encarnado dentro deste Homem.

   Assim é como o Selo de Salomão, transfigura-se em Pentagrama.

Selo de Salomão Pentagrama Esotérico



   Por isso que os sábios de todas as eras renderam verdadeiro culto ao sentido oculto expresso por estes símbolos, porque reconheceram a Verdade Cósmica ali expressa e assinalada por meio destas formas vivas.

   Estes dois Símbolos são forças que simbolizam a Razão e a Justiça universais e por isso, os Espíritos Evolutivos obedecem a tais símbolos, por reconhecer a razão e a verdade neles expressos.

   As forças Involutivas e tenebrosas os temem, porque é uma recordação da razão perdida e do juízo que há de julgá-los na hora derradeira.

   Por isto, em Alta Magia sempre estão presentes estes símbolos que são o Selo de Salomão e o Pentagrama Esotérico.

   Então nesta transformação do Selo de Salomão em Pentagrama. O “1” e o “0” que eram opostos formam os braços, o “8” assume como a cabeça deste mistério e as forças evolutivas e involutivas tornam-se os pés do pentagrama, sendo estes o “6” e o “9”.

   Este símbolo do Pentagrama tal qual aqui desvelamos, explica, certamente, o porquê disto tudo em relação ao seu sentido, com a cabeça erguida ou caída.

   O “6” e o “9” somam “15” e este “15” aqui representa exatamente estas Paixões inferiores que o Mago tem que dominar.

   O Homem quando tendo em si o Cristo, é este Pentagrama que deve fazer este esforço para equilibrar em si duas naturezas e por seus pés sobre destas Paixões e dominá-las, fazer delas escravas e não o inverso.

   Por isso, a cabeça como “8” representa a razão, esta inteligência Divina e o “6” e o “9” estas Paixões, estas prisões.

   Maria ou Stella Maris, é representada com os pés sobre uma Serpente, tal qual aqui percebemos neste simbolismo do Pentagrama Esotérico.

Pentagrama Superior Pentagrama Inferior



   Seu inverso seria a loucura e a entrega às Paixões, onde a razão ficaria dominada por estas forças inferiores e os instintos.

   Isto, claro, estamos falando dentro do homem, mas por analogia podemos perceber e compreender em qualquer natureza de forma análoga ao que explicamos.

   O Santo Oito como Símbolo do Espírito e do Imperecível e Eterno é a suprema inteligência e força que deve guiar o Homem em sua liberação.

   Quando lutamos pela primeira vez contra estes quatro elementos da natureza e os vencemos, liberamos a Quinta Essência do Homem e com isto, surge dentro deste Homem o Pentagrama Esotérico permitindo-o verdadeiramente, tornar-se um Anjo ou um Demônio, de acordo com suas ações e seu ponto de Equilíbrio.

   O “1” e o “0” no pentagrama vemos que se encontram relacionados como o Sol e a Lua e, certamente, com Equilíbrio dos mesmos.

   Então, o Selo de Salomão é formado por duas forças, uma positiva e uma negativa.

   O Pentagrama Esotérico é formado por estas duas forças negativas e duas positivas, mais uma força conciliadora que é resultante destas anteriores, como cabeça e princípio que rege por igual estes quatro elementos subjugados pelo Espírito.

   No Pentagrama compreendemos um pouco melhor o trabalho do domínio destas Três Paixões.

   69 = Humanas; 10 = Naturais; 8 = Espirituais.

   Assim é como tornamos imperecível o que já é perfeito.

   A Consciência-Energia (8) é o resultado de uma combinação e de uma luta entre o Espaço-Espírito (1) e o Tempo-Matéria (0).

   A Energia pode ser centrípeta ou centrífuga, pode se dirigir ao centro ou à periferia, pode subir ou pode baixar.

   Nisto está o sentido da Grande Obra e o significado importante e real para nós de tal símbolo.

   A Energia sabiamente dirigida e aproveitada, resulta, pois, no absoluto domínio da matéria em toda sua expressão. /br>

   A realidade é muito mais do que vemos, existem diferentes níveis ou dimensões de realidade.

   Podemos afirmar que o Ponto equivale à dimensão zero.

   A Altura corresponde à 1ª Dimensão, formando a linha. (1)

   A Largura corresponde à 2ª Dimensão, formando o quadrado (0).

   Do magnetismo entre o 1 e o 2, surge o terceiro que é a espessura, a profundidade, a 3ª Dimensão. (8) /br>

   Mas, além desta Terceira Dimensão conhecida, existem outras dimensões.

   O Sólido da Terceira Dimensão torna-se um Hipersólido para que corresponda à 4ª dimensão. Corresponde ao tempo esta quarta dimensão.

   Observamos o “6” e o “9” se formando desta interligação entre a Terceira e a Quarta dimensões.

   Assim como a Primeira dimensão é uma transversal do ponto, o Plano é uma transversal da linha, o cubo é uma transversal do plano, e o hipercubo é uma transversal do cubo.

   As dimensões são calculadas em linha (1º Plano) potencializado.

   A Linha como expressão da primeira dimensão é a base da matemática das dimensões.

   “X” elevado a 1º potência corresponde a 1ª Dimensão.

   “X” elevado a 2º potência corresponde a 2ª Dimensão.

   “X” elevado a 3º potência corresponde a 3ª Dimensão.

   “X” elevado a 4º potência corresponde a 4ª Dimensão.

   “X” = Linha. /br>

   Porque a linha ao ser multiplicada por ela mesma, torna-se um quadrado.

   Porque o quadrado ao ser multiplicado por ele mesmo, ou esta “linha” elevada em uma terceira potência converte-se em um cubo, e assim por diante. /br>

   Certa vez nos mundos internos pudemos ver um Templo, um Templo muito longo onde olhando o piso, via-se exatamente a sequência numérica de 10, 69, 8, 69 e 10.

   Então, tomando uma sequência de 10 lajotas brancas e 10 lajotas negras intercaladas na horizontal:

   - O “1” e o “0” simbolizado pelo cruzamento das duas lajotas brancas e das duas lajotas negras, sendo o “1” a força positiva acima e o “0” a força negativa acima;

   - O “6” pela lajota Branca acima da Preta;

   - O “9” pela lajota Preta acima da Branca;

   - O “8” como duplo oito, formado tanto um 8 Branco como um 8 Negro, cruzados, ao centro;

   - Posteriormente se repete o 69 e o 10;

Piso do Templo Espiritual



   Se tomamos 6 lajotas destas, vamos ver que se forma exatamente o selo de Salomão, um triângulo negro apontando para baixo e um triângulo branco apontando para cima.

   Mas, o mais interessante que pudemos observar, é exatamente que 5 quadrados de 4 lajotas (20 lajotas, formando 5 quadrados de 4 lajotas = 4x5 = 20), em 33 linhas, temos 165 ou CLXV (33x5).

   Este templo na verdade é a própria representação da coluna vertebral, com 33 grupos de 20 Lajotas (5 conjuntos de 4), representando cada uma das “Câmaras” internas.

   Apesar de que o templo normalmente o temos de uma forma Retangular, este realmente se apresenta como um longo caminho da Coluna Vertebral, ou da Terra ao Céu, da Matéria ao Espírito. /br>

   Se tomamos o Símbolo da Arca da Aliança, encontramos a informação de que sobre a arca estão dispostos os Querubins, e que dentro da Arca, foram depositados, três elementos: A Vara de Aarão, as Tábuas da Lei e A Taça sagrada.

   O CLXV é representado pela Caixa, já os querubins representam cada lado o “6” e o “9”, afinal no 6 está contido o “1” e o “0” e no “9” está contido o “0” e o “1”.

   Ao centro, dentro da Arca, em si, vemos o Bastão de Aarão, como representação da linha, do 1. As tábuas da Lei são duas, que recordam a forma do “8” e cuja representação é a justiça e o equilíbrio. O “0” é assinalado pela Taça que se observamos de cima tem o formato do “0”. O Próprio “1” e “0”, sabemos representa o Bastão e a Taça, ou a Espada e o Cálice, também o Homem e a Mulher, bem como seus órgãos sexuais.

   Falamos acerca de um Selo que foi entregue ao V.M. Samael, como símbolo de sua Obra. E, já dissemos que tais simbolos são, também, comumente derivações do mesmo mistério.

Selo de Samael



   Encontramos, por exemplo, nas duas linhas centrais que cortam verticalmente a imagem, a forma do “8”. Já, nos quatro quadrados resultantes deste, os números “1”, “6”, “9”, “0”. Na parte superior do símbolo vemos 10 ângulos sendo formados pelas pontas que se projetam do símbolo, que nos recorda exatamente os dez dígitos que já falamos e a totalidade do mistério.

   Nas laterais do símbolo principal encontramos mais oito imagens como as quatro centrais, mas incompletas. O que simboliza quatro forma completas (CLXV). Se tomamos a totalidade de formas presentes encontramos 12, que é a soma do 165. /br>

   Um símbolo no qual podemos verificar de certa maneira a influência do Mistério CLXV, é o Sarcófago de Tutancâmon.

   Em sua barba comprida encontramos o “1”, seu malho e báculo representam o 8”.

   Ao fundo (sobre o peito da imagem) vemos uma figura circular representando o “0”.

   No Báculo que se projeta para direita da imagem vemos o formato do “9”.

   No Malho, que se encontra à esquerda, vemos duas sequências de três madeiras, o que nos assinala o “6”.

Sarcófago de Tutancamon Detalhes do Sarcófago de Tutancamon



   Se tomamos o Símbolo da Arca da Aliança, encontramos a informação de que sobre a arca estão dispostos os Querubins, e que dentro da Arca, foram depositados, três elementos: A Vara de Aarão, as Tábuas da Lei e A Taça sagrada.

   O CLXV é representado pela Caixa, já os querubins representam cada lado o “6” e o “9”, afinal no 6 está contido o “1” e o “0” e no “9” está contido o “0” e o “1”.

   Ao centro, dentro da Arca, em si, vemos o Bastão de Aarão, como representação da linha, do 1. As tábuas da Lei são duas, que recordam a forma do “8” e cuja representação é a justiça e o equilíbrio. O “0” é assinalado pela Taça que se observamos de cima tem o formato do “0”. O Próprio “1” e “0”, sabemos representa o Bastão e a Taça, ou a Espada e o Cálice, também o Homem e a Mulher, bem como seus órgãos sexuais.

   “E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, e que tinha o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, a quem fora dado o poder de danificar a terra e o mar, Dizendo: Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que hajamos selado nas suas testas os servos do nosso Deus.”
   - Apocalipse 7


   Os números de 1 a 0 (10), podemos transformar em Elementos da natureza, tendo em base seus números atômicos.

João Baptista e CLXV



   Fórmula Básica: HCOFNe (16890);

   Fórmula Completa: NHBCOFHeNeLiBe (7156892034);

   Quando ingressamos no Absoluto tendo realizado a Grande Obra, reduzimos cada um de nossos Corpos Solares a um Átomo semente para quando venhamos mais uma vez ao mundo existencial, estes são Carbono, Oxigênio, Nitrogênio e Hidrogênio. C. O. H. N.

Elementos da Natureza



   C (Vontade Consciente), O (Mente Cristo), H (Físico Solar), N (Astral Solar).