A Semente do Espírito

CAPÍTULO XIV

A Semente do Espírito


    “Porque não há boa árvore que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto.
Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos.
O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca.”
- Lucas 6

    O “6” e o “9” têm um formato muito perceptível da natureza, seja do planeta, seja do espaço. O Próprio “1” e “0” igualmente, são visíveis em toda a criação seja física ou espiritual.

   Os próprios planetas tendem a ter a forma de uma esfera (0). O magnetismo dos planetas trabalha como uma linha que desde o interior do planeta se projeta e traça um ponto Norte e por consequência um Sul, como uma lança (1) que atravessa o globo, gerando o movimento (6 e 9).

   Afinal, os planetas têm forças de atração, mas também têm forças de repulsão, assim como têm os Sóis, afinal, é o que faz com que cada planeta mantenha sua órbita (0), a qual nos recorda também um círculo.

   Observar um buraco negro, ou mesmo um furacão, nos dá uma profunda ideia daquilo que estamos tentando expor. Que tudo se espelha e se projeta como sombras de uma mesma luz primordial.

   Mais além de tudo isto podemos afirmar que o “6” e o “9”, são esta espiral de criação e de destruição do próprio Absoluto (Deus Incriado), e que o “1” e o “0” são a dualidade magnética que fazem o universo e as esferas expandirem-se e reduzirem-se à unidade imanifestada.

   O verdadeiro valor que tem o aqui exposto é a santa palavra CLXV e seu símbolo “16890”.

   Outra forma de representar a trindade por meio do Símbolo em questão é da seguinte maneira:

   10 - Pai;

   8 - Filho;

   69 - Espírito Santo.


   Todas estas diferentes formas de dizer o mesmo, ou se referir às mesmas coisas é possível porque o mundo está em movimento e, assim, também, o espírito. Por este motivo, dependendo da região e do momento que vive a humanidade e mesmo a própria Divindade, ou até do ângulo que estamos ou observamos determinado assunto, podemos falar de diferentes maneiras do mesmo.

   Devemos recordar que Ram-IO (A Divina Mãe) e que o Pai absoluto não são considerados uma divindade masculina ou feminina, mas um Pai-Mãe, por isto IO (10).

   A força da criação é exatamente a Paixão. O Espírito Santo é o anunciador da Vida e, também, da Morte.

   O “6” representa o Amor, o “9” representa o Sexo (o impulso sexual). A Força do Terceiro Logos é uma mescla entre o impulso sexual e o amor em seu sentido mais elevado, o que denominamos Paixão.

   Não a Paixão dos boêmios ou dos casais apaixonados, mas a Paixão que tem o Cristo quando realiza seus trabalhos de auto sacrifício em sua Obra.

   A mescla do “6” e do “9”, do Amor e do Sexo, dá origem à Paixão em sua forma superior. Recordemos que o Drama Crístico do Gólgota é chamado “A Paixão de Cristo”.

   O Filho é esta mescla, esta união da força do Primeiro Logos e da força do Terceiro logos, é o que une e o que Mescla o Pai com o Espírito Santo, o Cristo, o “8”.

   “‘Tu, Mistério que outorgamos a estas Almas ímpias e perversas que não o merecem regressa a nós e fá-los desconhecer para sempre o Mistério de Teu Reino’.
   E sacudi o pó de vossos pés como testemunho contra eles, dizendo:
   ‘Que as vossas Almas sejam como o pó da vossa casa’.
   E Amén vos digo: nesse momento todos os Mistérios que lhes haveis outorgado regressarão a vós e todas as Palavras e Mistérios da Região até onde receberam imagens ser-lhes-ão retiradas.”
   “Relativamente a tais homens, disse-vos de modo similar, anteriormente: Na casa em que entreis e sejais recebidos, dizei:
   ‘A Paz esteja convosco’.
   Se a merecerem, deixai que a vossa Paz esteja com eles. Se não a merecem, deixai que ela regresse a vós. Se esses homens merecem os Mistérios e anelam verdadeiramente as coisas de Deus, concedei-lhes os Mistérios do Reino da Luz. Porém, se eles são impostores e vos enganam, sem vós o saberdes e se lhes concedeis os Mistérios do Reino da Luz e depois eles fazem dos Mistérios um espetáculo público e vos põem à prova bem como aos Mistérios, exercei então o Primeiro Mistério do Primeiro Mistério e este fará regressar a vós todos os Mistérios que lhes haveis dado e desconhecerão os Mistérios da Luz para sempre.”
   - Pistis Sophia


   Existe um Símbolo Mágico que denominamos Pirâmide de Abraxas, é formado pela composição do Quadrado Mágico de Saturno (Quadrado de constante 15), com O Triângulo Mágico de Abraxas (Triângulo de constante 15), e o Símbolo CLXV (O Mistério 15).

Triangulo de Abraxas



   Vale a pena citar um fato interessante relatado por alguns sábios que é, exatamente, que os Demônios têm Asas voltadas para cima como as que representamos os Anjos, exatamente porque não podem descer mais, senão voar para cima; já os Deuses mais elevados têm Asas de Morcego, pois não podem mais subir além de onde estão, senão que baixar.

   A humanidade como conhecemos terá um fim, isto é natural que ocorra, chegamos a um limite no qual precisamos escolher entre o “1” e o “0” Esotéricos. Não há porque se preocupar com os fatos em si, senão em como agir frente a eles, antes salvar a Alma que o Corpo. Devemos preservar o corpo sempre que possível, mas jamais abdicar de nossa Alma em benefício de alguns anos a mais de existência física.


   A própria Divindade e a Pessoa podem ser observadas por meio do Mistério CLXV, onde “1” é a Divindade, “0” é a pessoa, já o “6” é a relação, a integração da pessoa com a Divindade, e o “9” é a integração, a relação da Divindade com a pessoa.


   Assim, também, igualmente, podemos encontrar este mistério em objetos simples como um Imã, pois este tem sempre dois Polos, conhecidos como Positivo e Negativo. O que gera estes polos, no caso do ímã, é o alinhamento e movimento dos elétrons que gera um campo magnético, do negativo para o positivo, do sul para o norte. Aquela linha que já falamos ao nos referir ao planeta.

   O Ímã representa, exatamente, de forma perceptível, como funciona a própria imantação universal.

   Se quebramos um ímã em dois, eles assumem ambos a mesma característica do primeiro, com os mesmos polos. Na Natureza é idêntico, se observarmos internamente um objeto qualquer, tanto a nível de microcosmo quanto no macrocosmo, veremos neste mesmo formato apresentado (CLXV). Se tomarmos um órgão do corpo humano como, por exemplo, o coração, teremos exatamente estas polaridades que falamos; se tomarmos o ser humano como um todo, igualmente; o próprio planeta demonstra nitidamente suas polaridades as quais podem ser comprovadas pela bússola. O próprio universo e toda a soma daquilo que ele contém, unidos formam em escala macrocósmica este símbolo devido às suas polaridades.

   Se unirmos vários ímãs ligando o “1” e o “0” com o objetivo de formar um “8” (o número 1 cortando o 0 forma o 8), teremos um ímã potencializado e um novo CLXV formado pela soma do que o compõe.

   Da mesma forma, se unirmos múltiplas instâncias de qualquer objeto, ou energia, ou mesmo pessoas, teremos uma potencialização ainda maior e um magnetismo mais forte e amplo. Podemos citar qualquer matilha, cardume, enfim, qualquer tipo de agrupamento possível.

   Há regiões do cosmos onde temos espaços vazios, os espaços vazios são regiões onde não há absolutamente nada, nem físico, nem espiritual, são regiões entre dois infinitos quaisquer. São sempre extremidades onde a polaridade do próximo objeto tem a direção magnética idêntica, com isto impede qualquer tipo de ligação. Em todo o existente existem três regiões assim.


   Podemos compreender o valor do agrupamento de pessoas com um mesmo fim. As instituições esotéricas são um bom exemplo disto, pois se uma grande quantidade de pessoas se agrupa com um mesmo fim, acabamos por criar uma imensa malha condutora onde já não são apenas pessoas, são um novo “personagem” visto que o tamanho da imantação gerada já não corresponde ao plano físico.

   As Instituições Esotéricas se sabiamente ordenadas e organizadas, podem gerar a imantação necessária para guiar um povo para sua redenção, claro que se existirem muitas peças negativas ou invertidas, o que vai causar é exatamente a anulação ou algum tipo de evento magnético confuso ou prejudicial. Por este motivo as instituições esotéricas precisam ter apenas um norte.


   Falando de magnetismo e massas, no Egito dos Faraós os anéis de sinete comumente apresentavam um Escaravelho Sagrado e eram utilizados na forma de anel.

   Na Igreja Católica há o caso do Anel do Pescador, que é o anel usado pelo Papa. No século XV começou a ser usado para selar documentos oficiais (até o ano de 1842 [15]). Ainda se mantém a tradição de que a cada morte de um Papa o Anel do Pescador é imediatamente amassado em uma bigorna com um martelo, assim, evitava-se falsificação de documentos Papais. O mesmo ouro é usado para a fabricação do novo anel de seu sucessor. A diferença dos anéis está que ao redor da imagem do Apóstolo Pedro pescando com uma rede se escreve em alto-relevo o nome do atual Papa em Latim.

   A Madame Blavatsky utilizava no início de sua Obra um anel sinete onde havia o Selo de Salomão (dois triângulos), onde abaixo se viam dois símbolos. Estes dois símbolos eram a décima quinta e a décima sexta letra do alfabeto hebraico (15 e 16). Em um Segundo anel sinete H.P.B. passou a adotar o mesmo Selo de Salomão e a palavra Sânscrita SAT.

   Samael Aun Weor no ano de 1977 recebeu de um Mestre Maia uma pequena peça feita de argila em forma de placa de sinete aonde seu pegador era uma presa de Tigre.

   Este sinete em forma de placa continha o Selo de finalização da Obra de Samael.

   É certo que todos estes objetos e símbolos têm grande poder mágico, além de serem diferentes expressões de um mesmo princípio.


   Certa vez pudemos ver o santo oito (8) se transformar em uma semente, esta semente não tinha vida, não tinha nenhuma manifestação de existência, ali estava encerrada a unidade da planta e a multiplicidade de suas possibilidades, mas, ainda assim, faltavam elementos que permitissem o seu progresso e sua manifestação, o desenvolvimento destas possibilidades.

   Logo vimos a planta se fundir à Terra (0), o Zero Primordial ou a Mãe de todas as coisas.

   Ali naquela escura terra a semente encontrou a fertilidade da mãe natureza e pôde morrer como semente e nascer como um pequeno broto ainda dentro da negra terra, no entanto, faltava ainda algo, pois dito broto não se desenvolvia, lhe faltava algo que lhe tirasse das Trevas e lhe desse um rumo.

   Então vimos o Sol (1), com a aparição deste Cristo que é a vida em sua potência positiva, então assim vimos a planta tomar seu rumo e se desabrochar para fora da doce terra quando deu o primeiro sopro de vida

   É certo que podemos aplicar o exemplo desta Semente à própria emanação do Absoluto Imanifestado, à Criação dos Sistemas, à Galáxias e até do Homem e de toda a vida como conhecemos.

   A Vida (8) necessitava de duas forças opostas, dois elementos contrários aonde ela pudesse ser gestada e alimentada (0), também pudesse ser impulsionada e guiada (1).

   Muitas pessoas buscam por sobre a face da terra, dar um rumo às suas vidas, preenchem seu tempo, seus ouvidos e seus pensamentos com tantas coisas fúteis, pelo simples fato de não encontrarem esta força de tipo Solar que hoje fazem os Deuses este terrível esforço para entregar à Humanidade para que a vivam, a encarnem.

   Claro que somente o Fogo (1) e a Terra (0), não são suficientes para a criação e manutenção da vida (8) em seu esplendor máximo, aí percebemos a manifestação do Ar (6) e da Água (9).

   O Ar é o princípio da Terra que alimenta o Fogo, e a Água é o princípio do Fogo que alimenta a Terra.

   A Semente (8) mesmo brotando da Terra (0) e perseguindo o Sol (1), necessita de elementos que a alimentem, a submetam à provações e a fortaleçam em seu processo.


   Uma das constatações mais terrivelmente divinas que encontramos no referente ao Símbolo CLXV, é o Mistério do Cristo e de Lúcifer.

   Certa vez pudemos ver o Cristo transformar-se em sua Cruz, sua bendita Cruz que nos assinala os Mistérios da Virtude.

Cristo e Lúcifer 01



   O Bafometo se transformara em algo desconhecido, um Símbolo que desconhecia até aquele momento.

Cristo e Lúcifer 02



   Diante da proximidade daquelas duas forças, pudemos ver a fusão destes dois princípios em uma só força, a Cruz do Cristo Branco se fundia com aquele princípio simbólico que representava o Cristo Negro.

   A forma de tal símbolo que representa o Cristo Negro, é um círculo no qual acima estava uma linha vertical e nesta uma transversal onde a ponta esquerda estava abaixo (observando de frente), e a direita acima, então da ponta esquerda subia uma linha vertical para cima, e da direita descendia uma linha vertical para baixo.

Cristo e Lúcifer 03



   Assim encontramos a razão de tudo que já foi dito, resumido neste ensinamento simbólico.

   É certo dizer que tal símbolo tem íntima relação com o Símbolo CLXV, pois encontramos ao centro na parte superior o “1”, ao centro horizontalmente o “8”, abaixo o “0” e nas laterais à esquerda o “6” e a direita o “9”, exatamente como é representado o Mistério em seu signo.

Cristo e Lúcifer 04



   Muitas vezes, nos mundos internos da natureza houve o ímpeto de questionar aos sábios Deuses acerca deste mistério e certa vez tirando o anel e mostrando à certa Divindade questionara acerca daquele Mistério.

   Naquele momento que o Mestre viu o anel, se mostrou espantado e questionou se aquele era o primeiro anel que tivera.

   Foi respondido que sim, que era o primeiro anel. Este ficou com receio em tocar e apesar de sua hesitação em tocar o objeto, o tomou na mão e passando a outra mão por sobre ele, o transformou em outro símbolo.

   O que foi visto no Anel passou a ser um Círculo grande de onde saiam duas hastes como duas antenas ou duas garras, um Escaravelho.

   Naquele momento ficou claro o motivo pelo qual aquela Divindade havia perguntado se era o primeiro anel. Em certa experiência no começo das provações iniciáticas, foi recebida a orientação deste Mestre a respeito de um Anel que servia para controlar o Fogo (assim foi dito em sua instrução). Era um símbolo como o do signo de Touro.

   Por similaridade na época imaginei que fosse o símbolo de Touro, mas com esta experiência ficou claro de que era um Escaravelho, a representação de tal símbolo.

   O que o Mestre fez com o Anel foi algum procedimento mágico, onde ao girar sua parte superior 90º no sentido horário ele se tornava o dito escaravelho e ao fazer o inverso ele retomava ao simbolismo original como Símbolo CLXV (16890).

   Este Mestre não afirmou nada com palavras sobre o símbolo, mas transmitiu muito mais do que poderia se esperar.

   Um dos Legados do Símbolo CLXV é que é um Mistério de transição; porque é a força que permite com que um elemento se transforme em outro, é também o Mistério da absolvição dos pecados, porque é o Primeiro Mistério da criação e por consequência da redenção, já que é o Último.

   Há muitas coisas que poderíamos dizer, mas não faria sentido tentar explicar, já que certos aspectos só são possíveis compreender na prática da vivência disto nos mundos internos, já que todo elemento físico tem seu correspondente nas regiões superiores e nem sempre conseguimos trazer uma explicação lógica, textual disto, já que transcende as funções do intelecto humano de tradução de tais percepções e vivências.

   Dentre outras coisas, o Símbolo CLXV serve, igualmente, de medida e ligação entre uma raça e outra, já que simboliza o Julgamento Final.

   Se observamos o espelhamento do Símbolo CLXV encontramos dito Escaravelho.

Escaravelho, CLXV Espelhado



   O Escaravelho Sagrado foi muito cultuado no Egito, principalmente por se relacionar com o simbolismo de ser “Aquele que move o Sol”; porque ele costuma carregar uma bola com fezes e isto era assemelhado à força que movia o Sol ao redor da terra (visto do ponto de vista terrestre).

   Além do mais, um ovo era posto em meio a esta bola de fezes, para que dali nascesse e se alimentasse daquilo.

   O escaravelho foi muito usado durante rituais funerais, por vezes substituía-se o coração do defunto por uma pedra com aquela forma.

   Recordemos que durante o Julgamento, simbolicamente se pesa o coração do defunto e uma pena, para determinar sua inocência ou culpa frente às Hierarquias Divinas.

   Já dissemos que no símbolo completo encontramos três setes: 7, 5+2, 3+4, mas, se somamos os números do CLXV com exceção do “8”, encontramos também “7” ao somar os dígitos do resultado (1+6+9+0 = 1+6).

   Os quatro setes podemos sintetizar em um único sete, que somado ao oito central encontramos o 15.

   Também encontramos o seguinte:

   6+9 = 15 (15, dois dígitos = XV);

   8+5+2 = 15 (150, três dígitos = CL);

   1+7+3+4 = 15 (1500, quatro dígitos = MD).