Uma Nova Raça

CAPÍTULO XII

Uma Nova Raça


    “Solitários de hoje, vós, os afastados, sereis um povo algum dia. Vós que vos haveis entrescolhido a vós mesmos, formareis um dia um povo eleito do qual nascerá o Super-homem.”
- Friedrich Nietzsche

    Se observarem com os olhos da consciência o numeral “6” e o numeral “9”, verão que estes são a representação de um símbolo egípcio muito antigo, que é o Julgamento dos Mortos. Tanto o “6” quanto o “9” se dividirmos eles em duas partes, vamos ter um círculo e um traço, e isso representa o Coração (0) e a Dita Pena (1) que o tão sábio Juiz põe na balança para que se dê o destino deste Homem.

   No “6” nitidamente o coração é mais pesado que a pena, já que o “1” fica acima do “0”. No “9”, a pena fica abaixo do coração, representado pelo círculo acima da linha, indicando que esta pessoa viveu de maneira satisfatória e seus delitos foram menores que suas boas ações. Nisto, fica comprovado o significado dos triângulos. Sendo o “6” um triângulo voltado para cima e o “9” um triângulo voltado para baixo.

   No caso desta imagem em específica que representa tal julgamento, é interessante notar que o coração tem uma conexão com o corpo em sua parte superior, simbolizando o “6”.

Julgamento dos Mortos

Observando a pena, vemos que a linha e a conexão fica na parte inferior, e na parte superior algo mais amplo, recordando o “9”. Há muitas outras singularidades na disposição destes números do Símbolo CLXV, como por exemplo a Runa NOT.

Runa NOT



   As Runas são um antigo alfabeto que é atribuído a Divindade (Odin), usado principalmente em antigos escritos e Oráculos.

   Os conhecimentos, a sabedoria, os mistérios, sempre assumem diferentes formas ao longo das eras e ainda que hoje, muito disto pareça rústico ou estranho para nosso tempo ou nossa sociedade, possui um profundo significado atemporal.

   A Runa NOT simboliza a Justiça.

   Sob um outro ângulo, podemos representar igualmente este Símbolo como uma Balança Divina, sendo o “0” a base, o “8” a haste e o Juiz, o “1” o marcador, o “6” e o “9” os pratos. Vejam que o “6” representa a Alma, e na balança representa o Coração que é a Alma, a pessoa. O que é pesado no simbolismo egípcio quando da morte de uma pessoa, são suas ações, se seu coração é mais leve do que uma pluma. A Pluma representa o Espírito, a pureza, o “9” como Eremita Interior.

   Imaginando o “6” e o “9” como pratos, temos na verdade o “5” como Coração e o “2” como Pena, o que não invalida a explicação anterior, já que basta um pequeno traço para o “5” transformar-se em “6” e o “2” em “9”, são assim, uma derivações dos mesmos.

   O “3” representa as boas ações e se este predomina, temos o direito ao Nirvana, o “4” indica as más ações e se este foi predominante, então vamos ao Abismo. O “0” nos demonstra que fomos nulos no sentido de que equilibramos as boas e más ações e que vamos de imediato a uma nova matriz humana.

   Estes três caminhos se relacionam com os caminhos naturais. Na parte superior vemos o 7 (embaixo 3 + 4 = 7), este sete se relaciona com o Triunfo na Obra e a liberação.

   Assim como existem os Quadrados Mágicos que já explicamos e são conhecidos, observamos certa vez nos mundos internos, um Triângulo Mágico, que tem as mesmas propriedades dos Quadrados Mágicos.

   Neste caso, o triângulo em questão é formado pelos números: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 0.

Triângulo Mágico



   Em qualquer ângulo que somarmos o valor resultante é 15.

   Diagonal esquerda: 0+6+2+7

   Diagonal direita: 0+9+5+1

   Horizontal: 6+0+9, 2+8+5 e 7+3+4+1

   Triângulo central: 8+3+4


   Outra expressão que acaba similarmente se apresentando como o Símbolo CLXV, é a correta organização das vogais da natureza: “I E O U A”. Esta própria palavra nos recorda de Jeová, como um dos nomes de Deus.

IEOUA CLXV



   O “IO” já havíamos demonstrado a similaridade com a Linha e o Círculo e por consequência com o “10”.

   O “E” com seu formato equilibrado se mostra ao centro.

   O “U” tem sua parte de convergência para baixo, assim com o “A” tem para cima. As linhas ficam acima no “6” assim como no “U”, e para baixo tanto no “9” quanto no “A”.

   O Sagrado IEOUA podemos chamar de 18069, ou como fica melhor disposto visualmente em seu mistério 16890.


   Dentre os desdobramentos que podemos citar do Símbolo CLXV, está a Suástica ou Cruz Suástica.

   Este é um símbolo que foi utilizado em diversas antigas culturas e religiões do passado, desde os Astecas, Celtas, Budistas, Gregos, Hindus, etc.

   Em sua forma mais básica a Suástica é uma Cruz formada por dois madeiros atravessados. Mais além disto, vemos que do extremo exterior desta cruz, surgem novos traços.

Suástica



   Se tomamos a cruz central como “8”, vemos que o “1” representando o madeiro superior, deriva à direita, ou seja, o lado positivo, como é a natureza deste elemento. À direita da cruz encontramos uma linha descendente, que claramente é o sentido do traço inferior do 9, a representação de “para baixo”. Já, embaixo, vemos que a linha em questão está direcionada à esquerda, simbolizando o “0” que é negativo. Por fim, a linha à esquerda vemos que tem esta derivação que sobe, e esta é a representação do “6”, como claramente é verificado.

   Assim como o “1” é positivo e o “0” é negativo, a força que se move do “1” para o “0” é um movimento negativo, e por consequência, logicamente, o movimento do “0” para o “1”, é um movimento positivo.

   Positivo indica para cima ou para direita, negativo indica para baixo ou para a esquerda. Assim, encontramos o sentido e a relação do Mistério CLXV com a Suástica.


   Existe um símbolo chamado Ouroboros, que é uma representação da eternidade, sendo este símbolo composto por uma serpente que devora a si mesma em um formato circular.

Ouroborus



   Este ciclo eterno da serpente simboliza o infinito, ou o “8”. Já a serpente por si mesma em seu formato normal, uma linha, representa o “1”. O “0” encontramos neste formato onde ela persegue a si mesma. Já o “6” e o “9”, podem ser vistos no processo onde a serpente sai do formato circular em uma direção “6”, ou seja, em que finda seu ciclo eterno; ou, quando ela inicia seu ciclo circular, como o 9, quando assume este formato como é representada no Ouroboros.


   O Alfa e o Ômega, a primeira e a última letra do alfabeto grego, como princípio e fim, um e zero, também nos recordam o mesmo mistério e o mesmo símbolo. O que existe entre o Alfa e o Ômega é exatamente toda a criação, já que o Alfa é o primeiro e o Ômega o último, são juntos os dois extremos. Assim o infinito ou “8” fica ao centro.

   A progressão e a relação do Alfa para com o Ômega forma algo que, no caso do símbolo CLXV, é o “9”, e a relação e a progressão do Ômega para o Alpha, no CLXV, é o “6”.

   Temos de entender que há forças que ascendem e há forças que descendem. Assim como o começo ruma para o fim, o fim inevitavelmente ruma para o começo.


   É dito que no Éden existem duas árvores, a Árvore da Vida, e a Árvore do Bem e do Mal. Se interpretamos isto do ponto de vista do Símbolo CLXV, encontramos a Árvore da Vida como “1”, já a Árvore do Bem e do Mal, como “0”. A relação entre estas duas árvores é simbolizada pelo “8”, que é também aquele que detém para si o fruto das duas Árvores.

   Assim que, podemos dizer que a relação entre as duas em separado, no sentido do que uma emana e resulta para a outra, é simbolizado pelo “6” e pelo “9”, também são estes dois símbolos a progressão da ordem do consumo dos frutos destas árvores, o que indica processos diferentes.

   Afinal, uma coisa é provar da Árvore da Vida e, então, tomar o fruto da Árvore do Bem e do Mal, o que neste caso resultou a saída do Éden. Outra coisa, é tendo provado da Árvore do Bem e do Mal, regressar ao Éden e tomar da Árvore da Vida.


   Há um trecho bíblico no Apocalipse, que vale a pena ser analisado.

    “E vi na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos.
    E vi um anjo forte, bradando com grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de desatar os seus selos?
    E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem olhar para ele.
    E eu chorava muito, porque ninguém fora achado digno de abrir o livro, nem de o ler, nem de olhar para ele.
    E disse-me um dos anciãos: Não chores; eis aqui o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos.
    E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto, e tinha sete pontas e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados a toda a terra.
    E veio, e tomou o livro da destra do que estava assentado no trono.
    E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.
    E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue nos compraste para Deus de toda a tribo, e língua, e povo, e nação;”
    - Apocalipse 5


   “Um livro selado com sete selos”. C, L, X, V, CLXV, MD, MDCLXV.

   “No meio do trono”. 8.

   “No meio dos quatro animais viventes”. 1, 6, 9, 0.

   “Entre os anciãos”. São 24 anciões, 1+6+8+9+0 = 24.

   “E tinha sete pontas e sete olhos”. 1, 8 e 0 representando o cordeiro, e temos 7 pontas, representadas pelos números 7, 5, 6, 9, 2, 3, 4.

   “Que são os sete espíritos de Deus enviados a toda a terra”. Já dissemos que estes números representam os Sete Arcanjos, ou estes Sete Espíritos, neste caso.

   “E veio, e tomou o livro da destra do que estava assentado no trono.” O Livro é a referência ao mistério da palavra CLXV.


   O Começo e o Fim são dois lados de uma mesma face. Muito daquilo que será em uma nova Era, necessita ser semeado tempos antes desta nova Era se preparar para surgir.

   Tudo isto que aqui está sendo dito e ensinado, certamente será muito pouco aproveitado pela atual humanidade, mas será plenamente vivenciado em sua próxima manifestação. No entanto, hoje semeamos o fruto do Amanhã.