Poder Divino

CAPÍTULO XI

Poder Divino


    “Se hoje em dia um Rei, sendo humano, concede aos homens dádivas a seu gosto e perdoa aos assassinos, e àqueles que têm relação sexual com o sexo masculino, assim como outros pecados atrozes merecedores de pena de morte, se ele faz isto, que é um ser humano, quanto mais não fará O Inefável e o Primeiro Mistério que são os Senhores do Universo, a Autoridade, podendo atuar em todas as coisas como melhor lhes pareça, para Perdoar a cada um que tenha recebido Mistérios! Ou, por outro lado, se hoje em dia um Rei investe um soldado com o poder real e o envia a regiões estrangeiras e se, apesar deste assassinar e cometer toda a classe de atrocidades que mereçam a pena de morte, estes crimes não lhe são imputados porque está investido com poderes reais, quanto mais não farão Aqueles que conhecem os Mistérios das Vestes do Inefável e do Primeiro Mistério, que são Senhores sobre todos os das Alturas e das Profundidades!”
- Pistis Sophia

    Quando da Criação, do primeiro momento onde a Luz se separa das Trevas, existe apenas o Binário, o Branco e o Negro, a Luz e as Trevas, isto é representado pelo princípio do Pai e do Espírito Santo. Esta dualidade é o que permite com que surja o Terceiro Princípio e que toda a criação realmente venha à manifestação, à Existência.

    Depois que a Luz separa-se das Trevas, quando surge o Terceiro Logos, o Terceiro Princípio Criador, este assume a posição oposta ao Pai e o Espírito Santo assume a Horizontal ao centro dos dois.

    Este é o Motivo pelo qual a Cruz é um símbolo da Divindade, não apenas do Cristo, mas de Deus como um todo, porque é como está disposto no Universo a criação, Pai acima, filho abaixo e o Espírito Santo ao centro estendendo-se infinitamente.

    É claro que o Espírito Santo é, ao fim, sempre o Princípio que está ligado à Criação e à Destruição e por isto, ele é ao mesmo tempo a parte integrante e limitante de toda a Vida.

    No Símbolo CLXV (16890), ou melhor diríamos no Símbolo MDCLXV (756892034), ou Símbolo CLXV completo, temos o Pai como o “7” principal que fica acima do “1”. O Filho como o “34” (3+4 = 7) que fica abaixo do “0”. Temos ainda, o Espírito Santo nas laterais, representado pelo “5” à esquerda e “2” à direita que formam os braços da Cruz (2+5 = 7).

    Ao centro de tudo temos as duas Almas, a Alma Divina e a Alma Humana, representadas pelo enlace dos dois círculos formando o Santo Oito (Consciência e Vontade).

    Acima disto temos o “1” como representação do Íntimo, à esquerda como o “6”, vemos a Mente, o Corpo Mental, e à direita vemos o Corpo Astral como “9”.

    Abaixo temos o “0” como representação do Corpo Físico e Vital.

    Isto, claro, é uma forma de representar um aspecto de como o mundo está formado em determinado momento da criação e no referente ao que é a Pessoa, ainda assim, como já afirmamos, o próprio Universo tem esta mesma configuração e Deus (Os Logos) se dispõe da mesma forma.

    É interessante ver que a Criação se dá dentro da própria Divindade, porque a Humanidade feita à imagem e semelhança também gesta suas criações em seu Centro (no Útero).

    É, também, interessante observar que primeiro são dois, o Homem e a Mulher, então surge o Terceiro, que nasce no centro, e logo este deve assumir uma posição lateral, por assim dizer, conforme cresce.

    O que no fundo, é como a própria vida humana está disposta em seu funcionalismo, afinal, a Criança ainda que fique ao centro dos Pais, logo adquire conhecimento e capacidades que a faz deslocar-se a um ponto extremo da família e não permanece ao centro, como é o caso dos Logos que anteriormente especificamos.

    Outro fato igualmente interessante é que como Símbolo, cada um dos Três Logos neste exemplo é representado pelo “7”, um acima (7), um abaixo (3 4), e cruzando o centro (5 2).

    Certamente, isto tudo é muito mais do que um acaso, ainda mais por não ser fruto de algo humano que penetrou o campo Divino, e, sim, de algo Divino que cristalizou-se já pronto no terreno Humano.

    O que queremos afirmar é que isso não foi forjado, isso não foi criado pela mente de uma pessoa, senão que foi visto, e encontrado tal qual foi descrito, em seu formato original, em sua plena manifestação espiritual, em regiões internas da natureza.

    Explicado isso, reafirmamos que tal símbolo é a Chave Primordial da Criação, e o elo entre todas as coisas existentes, podendo sempre servir de medida para qualquer assunto, também como base para qualquer compreensão necessária, sobre o que quer que seja.

   “E vos direi o Mistério do Um e Único, o Inefável e todos os seus tipos, todas as suas formas e a sua economia completa e porque é que apareceram da Última Margem do Inefável. E porque é que esse Mistério é a exaltação de todos eles.”
   “E esse Mistério do Inefável é Uma e Única Palavra que existe no Verbo do Inefável e este é a Economia da solução de todas as palavras que vos tenho falado.”
   - Pistis Sophia


    Podemos afirmar que mesmo outros símbolos acabam tendo origem neste mesmo símbolo em questão. Seja a própria Cruz, o Pentagrama, o Esquadro e Compasso Maçônicos, o Yin-Yang, o próprio temido Símbolo do Baphomet, dentre tantos outros inumeráveis através da história têm seu fundamento, sua economia, neste único Princípio Inefável.

    Sendo assim, toda a vida, todas as coisas, sejam Divinas, Humanas ou mesmo Abismais podem ser compreendidas com esta Chave Universal, já que é dela que emana o fundamento de todo o existente.


    Falávamos de opostos, de Deus e sua Sombra, demonstramos a dualidade por meio do 1 e do 0, dos triângulos e dos pentagramas.

    Certamente, o próprio termo CL nos recorda muito a dualidade de Cristo e de Lúcifer, duas forças opostas mas complementares. O XV (15) indica quando e como deste encontro entre estas forças, sua integração.


    O INRI, sabemos representa muitas coisas, como “Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum”, que traduz-se como “Jesus Nazareno, Rei dos Judeus”.

    Assim também é dito que INRI significa “Ignis Natura Renovatur Integran”, que quer dizer “O Fogo Renova Incessantemente a Natureza”.

    No caso do CLXV, podemos afirmar que uma das suas formas textuais, é “Canis Lucis Xystarches Veritas”.

    A qual podemos traduzir como “Cão da Luz, Instrutor da Verdade”.

    O Cão é um símbolo muito comum de referência da energia, do impulso e da potência sexual; também uma referência ao fogo como no caso do “Ignis” no INRI. O que poderíamos compreender como sendo o “Fogo da Luz”, “Instrutor da Verdade”. Recordemos ao Cão de tríplice cabeça, Cérberos, o qual na mitologia representa exatamente o instinto sexual o qual devemos dominar para sermos salvos.

    É óbvio que é pelo fogo ascendente que chegamos até a luz, e o fogo é um desdobramento desta luz, e esta luz se desdobra em fogo exatamente para que nos conduza até a região onde se encontra. A Verdade, não encontramos em um texto, nem em uma instrução, a verdade é a verdade, e nada podemos falar acerca dela. Somente pelo Fogo, chegamos até a Luz que é a verdade. Lúcifer é representado pelo Fogo enquanto o Cristo, pela Luz. Assim como é Luciférico o impulso sexual, é Crístico o Amor. Ainda assim, estas duas forças necessitam uma da outra.

    É muito interessante e muito significativa essa frase, ainda mais quando atrelada a um símbolo cujos quatro opostos (1690), acima de tudo, significam o homem e a mulher, o membro masculino e o canal feminino, unidos pelo Santo Oito do Espírito.

    As três mais importantes pirâmides do Egito, seguem a mesma proporção deste mistério, pois representam a potência destas forças. A esfinge, por sua vez, representa o símbolo CLXV.

Pirâmides do Egito



    Podemos afirmar que as pirâmides representam o 165 como mistério CLXV, também que representam, cada uma, o XV, CLXV e o MDCLXV.


    O Próprio Espermatozóide e o Óvulo, como origem da vida humana, nos trazem estas três forças primárias em sua forma.

    O Espermatozóide é, em seu sentido básico, a força ativa, representada tanto por sua polaridade positiva como por sua forma, pelo “1”; já o óvulo, como passivo, é representado pela sua forma e também pela sua polaridade negativa, como o “0”. O “8” encontramos como esta atração e esta relação entre o “1” e o “0”, afinal, eles não só se atraem, mas, também, quando se encontram resultam em algo. Também, o “8” vemos na própria divisão celular, como resultado da progressão da vida.

Espermatozóide e Óvulo



    Em algumas obras de Leonardo Da Vinci encontramos, também, de certa maneira, este mistério.

    No Homem vitruviano, encontramos o “1”, o “8” e o “0” sendo a cabeça, tronco e pernas. O “6” e o “9” correspondem aos braços retos em forma de cruz.

    No segundo par de braços encontramos simbolizados o “5” e o “2”. No segundo par de pernas podemos encontrar o “3” e o “4”. Já o “7”, representado pela cabeça.

    A primeira forma do homem está relativa ao quadrado, já a segunda, está ligada ao círculo.

    Em outro projeto de Leonardo da Vinci, encontramos o mistério expresso de maneira mais apropriada. Este é datado do Século XV.

    A haste central como “1”, a base inferior circular como “0”, já o “8” como o tecido espiral. O “6” vemos representado na parte superior do tecido espiral e o “9” na parte inferior do mesmo.
   

Homem Vitruviano

Helicóptero do Sec XV