Dádivas Espirituais

CAPÍTULO X

Dádivas Espirituais


    “Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer.”
- João 15

    Falando do Símbolo CLXV Completo (MDCLXV), é interessante mostrar a Simetria do mundo, por meio de sua semente.

   Pois há um Sete acima do CLXV (16890), há um sete formado pelas laterais (2 e 5), há um sete na parte inferior (3 e 4).

   Se somarmos as laterais, “5” e “6” temos o “11”; se o fazemos com o “9” e o “2” temos, também, o “11”.

   Já, tomando o CLXV, vemos que o “6”, na realidade, é o “9” em outra parte do ciclo, o que, verdadeiramente, é absolutamente, sempre a mesma coisa, mas em outro sentido.

   O centro sempre é Harmônico e não necessita equivalência, temos o “8”, como símbolo do Infinito.

   O que temos verdadeiramente de forças são o “1”, o “8” e o “0”, sendo o “1” e o “0”, duas metades inseparáveis, duas faces de uma mesma coisa.

   O “1” e o “0” são o que há de potência, dependendo, claro, do “8” para tornarem-se forças ativas, criadoras.

   Esta é a semente da Vida, do Mundo e de Tudo.

   Não é diferente o que disse Hermes em sua Tábua de Esmeralda ao dizer que o que é em cima (1) é como o que está embaixo (0), e que devemos Subir (6) e Baixar (9), etc.

   O mistério e o ensinamento são o mesmo, apenas um de forma textual e outro em sua forma superior, pura, não-revelada.

   Quando o Homem encontra a forma e busca os Princípios por meio destes, Diviniza-se.

   Quando a Divindade Humaniza-se, ela encontra as formas por meio dos Princípios.

   Aquele que conhece o Centro do Labirinto, sempre encontrará o caminho correto, seja para sair ou para entrar, conforme a sua vontade.


   Existe um trecho Litúrgico que diz: “Em vossas mãos vos digo que está o número do nome do Pai, que é fonte de Luz”.

   A Humanidade possui em suas mãos dez dedos que representam os dez números os quais formam os demais: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 0.

   Certamente, a Liturgia não se refere apenas ao 10 em si, mas à unidade corretamente disposta de cada um destes números.


   O Símbolo CLXV Completo (MDCLXV, 7156892034) com todos os numerais devidamente agrupados e organizados representam a totalidade da criação e as diferentes instâncias e níveis de todo o criado, a Inteligência Divina, o Nome, o Símbolo de Deus.

   Deus é em si o criador, e toma por si mesmo como molde ou projeto para suas criações. Tanto que, diz-se que o Homem é um reflexo da Divindade. Certamente, todas as coisas de alguma forma são um reflexo mais ou menos similar deste.

   Podemos dividir o MDCLXV em duas partes, tendo o MD, e o CLXV. Sendo o CLXV o Símbolo Base, 16890; e o restante 75234 como o MD.

   É Interessante que a criação está disposta e organizada exatamente entre o 3 e o 7 universais.

   Há uma base no CLXV que é o 180, que representa em primeira síntese os Três Logos, Pai, Filho e Espírito Santo.

   Já o MD (75234) representam os Auxiliares Litúrgicos, os Cinco Logos citados na Pistis Sophia, e o “6” e o “9” do Símbolo CLXV, os dois restantes, Zachariel e Orifiel.

   “E aquele que receba a Uma e Única Palavra desse Mistério do qual agora vos falarei, assim como todos os seus tipos e todas as suas formas e o modo de realizar o seu Mistério, vós porque sois Perfeitos e completamente Perfeitos realizareis toda a Gnose desse Mistério com toda a sua economia, já que a vós foram confiados todos os Mistérios. Agora, escutai com atenção, porque posso revelar-vos esse Mistério, que é ...”
   - Pistis Sophia


   Mas, o 1, o 8 e o 0, também representam, em outro nível, em outro aspecto, outras forças, as Três Forças chamadas Daemons, Daimons.

   Diz-se que o “3” Cria, que o “7” Organiza (mantém e sustenta).

   Assim como existem Sete Weores, existem Três Daimons, utilizando assim, uma linguagem mais antiga.

   É sábio, por vezes, chamar algo por outro nome, porque quebra o conceito que temos acerca de algo.

   Qualquer um que diga que a Trindade é Pai, Filho e Espírito Santo, tem em sua mente, em sua memória, muitas coisas acerca disto. Mas, se dizemos Osíris, Horus e Ísis, já temos uma percepção bastante diferente da Divindade, ainda que em última síntese seja o mesmo.

   Mas, falando dos Daimons, existem três forças as quais são de onde os Sete Logos sempre provêm, e estes são os Daimons. É Função e tarefa do Daimon no Amanhecer do Dia Cósmico dar surgimento à vida dos Logos e certamente, ao final do Dia Cósmico, antes da Grande Noite Cósmica, também recolher estas forças em si, destruindo toda a vida, inclusive os próprios logos, para que ingressem na Divindade Imanifestada.

   No fim do Mahavantara, do Dia Cósmico, tudo que existe é destruído, deixa de existir. Isto, talvez, a mente não consiga conceber, mas certamente o leitor pode intuir que mais além da vida como conhecemos há outro tipo de existência. Isto não significa que as coisas por si só sejam nada, elas são algo, mas algo que para nós seria nada, dentro de nossos conceitos e nossas palavras.

   Nossa linguagem é limitada e nossa mente, igualmente, assim o é, e por isto que o melhor é afirmar que as coisas continuam a Ser, apenas deixam de existir nesta grande morte universal.

   A arma deste Grande Apocalipse Universal é constituída da Energia integrada dos Sete Logos, reintegradas no Daimon.

   As Almas e a Vida convencionalmente conhecidas são reabsorvidas por meio de cada um dos sete Logos, logo, mesmo a vida Espiritual tem de ser destruída e isto é feito primeiramente pelos próprios logos sendo reabsorvidos no Daemon. Simbolicamente podemos dizer que o Daemon “mata” cada um dos Sete Logos e então toma para si a espada dos Logos, forjando a cada um dos Sete, uma nova Espada, mais forte e mais terrível. Por fim, com a forja final das Sete Espadas dos Logos unificada em sua própria Espada, destrói toda a vida Espiritual e a si mesmo, de maneira que a vida deixe de existir por completo e venha aquilo que é chamada Noite Cósmica.

   O Daimon é sempre o Primeiro a chegar, a surgir, e o último a retirar-se. Seja no Planeta, seja no Sistema Solar, seja no Cosmos. Cada unidade tem seu Daimon particular e este é o Alicerce primordial da criação.

   O Pai no fundo tem dois filhos, afinal, ainda que o Cristo seja resultado da Obra do Pai por meio do Espírito Santo, o Espírito Santo é fruto, é filho do Pai.

   Os Três Daimons podem ser também chamados XV, CL e MD, cuja forma íntegra e unificada chamamos MDCLXV. Que significa 1665 em Romanos, 1500, 150, 15.

   Os dez dígitos originais que representam a totalidade das coisas, podem ser representados em forma de um polígono estrelado de dez pontas.

   Esta estrela segue o sentido do Mistério do Sigilo CLXV. Ou seja, “8” acima ao centro, já que é a força primaria e sem equivalência; logo, o “0” e o “1”, então o “6” e o “9”; após, o “5” e o “2”; a seguir, o “3” e o “4”, e, então o “7”.

Polígono Estrelado de Dez Pontas



   Ao observar tal figura encontraremos dois pentagramas sendo formados dentro da imagem.

Pentagrama para cima Pentagrama para baixo



   Um que consiste nos números “8, 6, 9, 3, 4”, cuja soma é 30 (15+15,), outro que é formado pelos numerais “7, 2, 5, 1, 0”, cujo resultado é 15.

   O aspecto superior deste polígono é de resultado “30”, porque simboliza as duas forças superiores, Deus Pai, e Deus Filho, MDCLXV e CLXV. Já a fração inferior deste símbolo é representado pelo 15, pois representa a Deus como Espírito Santo.

   Deus em sua totalidade é algo que as pessoas desconhecem totalmente.

   Se somarmos os números básicos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 0; teremos 45, que dividido pelo número de forças primárias da natureza resulta 15.

   Ao elevar a potência tal número, tal força, ou seja, dois dígitos, três dígitos e quatro dígitos, encontramos: 15 (XV), 150 (CLXV) e 1500 (MDCLXV).