O Descenso do Espírito

CAPÍTULO IX

Mais além do Véu


    “Fui buscado dos que não perguntavam por mim, fui achado daqueles que não me buscavam; a uma nação que não se chamava do meu nome eu disse: Eis-me aqui. Eis-me aqui.”
- Isaías 65

    Certa vez, foi iniciada uma Meditação neste Símbolo em questão e dele viu-se os números formando o Cristo em sua Cruz. Claro que isto não causou espanto, pois se nota que são em formato de cruz a forma que se apresentam os números no Símbolo CLXV, mas o que causou espanto foi ver o que surgiu depois disto. No princípio, os números 16890 formaram o Corpo do Cristo na Cruz, o “1” a Cabeça, o “8” o Tronco, o “0” os Pés, o “6” e o “9” os braços. Após isto, viu-se algo mais além, foram vistos mais cinco números além destes cinco primeiros (75234). O “7” apareceu na cabeça e logo se transformou em uma Coroa de Espinhos, o “2” e o “5”, se transformaram em cravos e tão logo transpassaram as mãos do Cristo, (o 5 no 6, e o 2 no 9), o “3” e o “4” se transformaram em um único cravo que transpassou os dois pés de Nosso Senhor, o Cristo. Passado algum tempo vi sua ferida fatal em seu costado sendo aberta, de dentro para fora, mais uma vez assinalando o “8”. 5+6 = “11”, 2+9 = “11”. 3 + 4 = “7”, e o próprio 7 da coroa. Recordando que o “5” e o “2” formam o 7 (5+2). “Meu número é 11, como é o número de todos aqueles que me seguem” - Ritual Gnóstico

    Um outro exemplo interessante do Símbolo e seus mistérios é a manifestação deste em um Matrimônio Perfeito.

    Neste encontramos um homem (1 - que representa o Falo), uma mulher (0 - que representa o Útero), unidos pelo Amor (6) e pelo Sexo (9); notem que o Amor flui em direção da Mulher para o Homem e o Sexo na direção do Homem para a Mulher, denotando que no instinto básico de cada um predomina algo diferente, mas que se necessita ambos. O “8” ao centro indica que existe equilíbrio, harmonia e atração entre os elementos.

    Ao observarmos um Casal que que está em harmonia, veremos que estes são os dois elementos básicos do trabalho: que haja a Atração Sexual e que haja o Amor, pois estes são o Espiritual que une o casal. Sem este Amor, o Espírito Santo dentro da pessoa não conseguiria progredir, e muito menos este casal estaria apto para integrar-se realmente. Da mesma forma, se não houvesse atração e impulso sexual.


    Outro exemplo que também não pode deixar de ser citado é a Roda do Samsara.

    A Roda do Samsara é a representação do caminho que passamos desde que saímos do Absoluto (Deus Imanifestado) e chegamos até aonde estamos hoje, no reino Humano; o processo se inicia quando saímos do absoluto e ingressamos nesta, assim denominada, roda, a qual representa o ascenso da forma evolutiva pelo lado esquerdo, passando pelos reinos, mineral, vegetal e animal, até nos tornarmos homens; e, do outro lado da roda está a parte involutiva do processo, onde passamos pelo reino animalóide, vegetalóide e mineralóide. A Diferença entre os reinos evolutivo e involutivo é que a alma nestes reinos passa por processos diferentes e vive em distintas partes, assim podemos dividir os minérios, vegetais e animais em evolutivos e involutivos. O Reino Humano é o topo desta roda, é o lugar onde temos a chance de Revolucionar, fugir da mecânica da roda que forçosamente tenta nos levar à involução.

    A involução é a eliminação mecânica ou involuntária dos defeitos psicológicos e memórias criados durante a vida humana, para que possamos mais uma vez passar pela evolução e chegar no reino humano novamente para tentar nos Libertar.

    Mas, voltando ao assunto numérico que estamos nos propondo a explicar, podemos comprovar a Roda do Samsara através da fórmula inicialmente proposta. O Número “0” é o início quando a Mônada (Alma) ingressa na roda do samsara, ela evolui no “6” que mostra a direção como flui, esta é a preparação para o reino humano.

    O Reino Humano é representado pelo “1”, nele temos 108 existências (1 0 8) que nos recorda que temos duas opções, Autorrealizar-nos (7) ou seguir pela involução que é representado pelo “9”, retornando, assim, ao “0” onde podemos, dependendo do número de voltas da roda, subir mais uma vez pela evolução ou retornar ao absoluto. O número “8” nisso tudo, simboliza principalmente o movimento, mas está intimamente relacionado com os que abandonaram a roda e também renunciaram ao Absoluto.

    A Evolução tem seus Devas, que são os Mestres que guiam os processos evolutivos das Almas nestes Reinos, representados pelo “5”, já os regentes do Abismo involutivo, as Divindades Invertidas são representadas pelo “2” que fica junto ao “9” no Símbolo completo.

    O “3” e o “4” são, neste exemplo, a referência do que falávamos sobre a continuação do ciclo de evolução e involução (3) ou finalização do ciclo transmigratório (4).


    O planeta Júpiter tem íntima relação com o Símbolo CLXV. Na antiguidade, o Pai dos Deuses, Zeus, foi associado a este astro. Este planeta rege o esoterismo e a mística, sendo o maior do sistema solar.

    Existe algo na matemática chamado Quadrado Mágico, aonde se dispõe em um quadrado certa quantidade de números em igual quantidade de linhas e colunas e a soma tanto na horizontal, na vertical ou na diagonal resultam o mesmo número.

    Na Astrologia o quadrado mágico de 3x3 é associado a Saturno, já o de 4x4 é associado a Júpiter.

O Cristo



    Assim temos:

Quadrado Mágico de Júpiter



    Neste caso as somas sempre resultam o mesmo valor:

    Horizontal: 4+14+15+1 = 34, 9+7+6+12 = 34, 5+11+10+8 = 34, 16+2+3+13 = 34.

    Vertical: 4+9+5+16 = 34, 14+7+11+2 = 34, 15+6+10+3 = 34, 1+12+8+13 = 34.

    Diagonal: 4+7+10+13 = 34, 1+6+11+16 = 34.


    O número 34, somando os seus dígitos resulta no número 7, que é, no caso do Símbolo CLXV, a constante exterior do Mistério, “7” em cima, 5+2 (7) nas laterais e 3+4 (7) abaixo.

    No Ocultismo Prático, na Alta Magia, encontramos algo ainda mais significativo no relativo aos Quadrados Mágicos ou Tábuas Mágicas, que é o conhecimento do Signo Astral, da Quadratura. O Signo Astral é o símbolo que representa o mistério numérico. O Signo Astral de uma quadratura encontramos ligando os números em sua ordem. Assim fazemos uma linha reta entre o 1 e o 2, o 2 e o 3, e assim por diante.

    Algumas vezes, os ocultistas usam fórmulas diferentes para chegar aos Símbolos, dependendo da necessidade e do mistério que querem evocar. Assim, encontraremos outras fórmulas para se extrair um signo, um símbolo destas quadraturas.

    Mas, a Assinatura Astral é o símbolo formado por meio da união sequencial dos números que o representa em seu respectivo quadrado mágico.

    Tanto a Tábua Mágica, chamada assim por ser comumente uma madeira onde se gravam os números do Quadrado Mágico para a Alta Magia, como o próprio Signo Astral, ou Assinatura Astral de um planeta, servem para evocar e atrair as forças do planeta característico.

    Como já dissemos, os símbolos e tudo aquilo que é afim à uma força, atrai para si os eflúvios desta e por este motivo que se faz uso de tais artifícios na Alta Magia.

    Neste caso, vemos que se formam diversos símbolos menores que unidos conformam este Signo.

Assinatura Astral de Júpiter



    Há um triângulo equilátero voltado para baixo na parte superior da Assinatura, e na parte inferior, um igual triângulo voltado para cima.

    Igualmente, vemos ao centro se formarem dois pentagramas, o superior voltado para cima e o inferior voltado para baixo. Encontramos dois triângulos escalenos, sendo o da esquerda como que apontando para cima, e o da direita como que voltado para baixo. Vemos na vertical, na região central, dois símbolos muito importantes, um deles é o Pentagrama, onde o Pentagrama Divino, ou em pé, é ligado ao triângulo invertido, já que a divindade do ponto em que está, só pode descer, por isto voltado para baixo, é, nesta posição, uma força descendente.

    Na parte inferior encontramos um pentagrama invertido unido a um triângulo voltado para cima, exatamente porque somente pode erguer-se o que está caído.

    Isto claro simboliza muitas coisas, tanto Deus com sua antítese que é o próprio Deus com outra face, bem como o espelhamento do criador e da criação, o homem e a mulher, tudo aquilo que já falamos.

    Se unirmos os dois triângulos que estão acima e abaixo encontraremos o segundo símbolo que nos referíamos, que é o Selo de Salomão, ou a Estrela de Davi.


    Existe uma grande semelhança na Assinatura Astral de Júpiter, com o Símbolo CLXV.

Assinatura de Júpiter e CLXV



    O Triângulo Superior é a representação do “1”.

    O Triângulo Inferior é a representação do “0”.

    Os dois Pentagramas simbolizam o “8”.

    O Triângulo da esquerda simboliza o “6”, o triângulo da direita simboliza o “9”.

    Cortando o centro da imagem diagonalmente vemos algo que se assemelha muito com um raio, símbolo de Zeus, o segundo Daimon, ou CLXV. O Raio também representa o poder do mistério que são os números “75234”.