O Primeiro Mistério

CAPÍTULO VIII

O Primeiro Mistério


    “Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo.
Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu.
Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.”
- João 1

    Muitas das noites passadas em claro devido ao imenso fluxo destes mistérios foram dias 15, assim como muitos dos processos Espirituais deste que vos escreve, esteve ligado ao número 15.

   Cada um de nós tem, certamente, um número particular que nos representa, com o qual nos integramos. E como já dissemos, os números têm seus Mistérios e conforme nos integramos com eles, ascendemos a esta Luz e a Luz deles descende até nós.

   Os próprios Aeons e o Sephirotes precisam ser observados de forma muito distinta do que nos foi entregue até hoje, se é que anelamos compreender de verdade o mistério da criação.

   Pai, Filho e Espírito Santo. O Pai cria o Espírito Santo para que possa criar o Filho e toda a criação.

   A criação só é possível entre o mais Extremo “1” e o mais extremo “0”.

   O “1” e o “0” absolutos têm ligação direta porque estão em uma perspectiva diferente da dos Sephirotes que conhecemos. O Primeiro Desdobramento tem que ser o inverso absoluto para que se possa em meio a isto haver a criação.

   Sendo os números: “1 2 3 4 5 6 7 8 9 0”, para haver os números de 2 até 9, necessitamos que depois do “1”, surja o “0”, e então vão sendo criados os demais números. Na criação é idêntico. O Segundo nível de criação é do centro para as laterais. Assim surge o “5 e 6”, “4 e 7”, “3 e 8, “2 e 9”, cuja soma é sempre 11.

   Para alguns conhecedores de certos textos litúrgicos será interessante observar que neste caso o segundo conjunto de números criados é o 56, que é a representação da Divina Mãe (sua palavra) ou da Natureza, cujo número 11 igualmente a representa. É claro que isto é uma manifestação do mesmo Espírito Santo.


   Este símbolo (16890), este mistério sendo a base de tudo, certamente também rege a evolução nos reinos, pois nos minerais a força sexual se representa pelo “8”.

   Nos vegetais a força sexual é representada pelo “10”.

   Em alguns vegetais e em alguns animais de transição, pelo “180”.

   Nos animais, em geral, a força sexual é representada pelo “1690”.

   No reino humano a força sexual é representada pelo “1690”.

   No caso do Reino Humano este oito surge como a Inteligência Divina se expressando e nascendo desde a força sexual. Em outras palavras, o Hermafrodita Divino, o Ser, realizando-se pelo sexo. O Pai-Mãe surgindo desde o quaternário (Homem-Mulher e Falo-Útero, Yod-He Vau-He).


   Recordemos ao IOD-HE VAU-HE, estas divinas palavras são quatro, e correspondem exatamente ao Homem e à Mulher, ao Falo e ao Útero

   IOD = “1” (Eterno Masculino)

   HE = “0” (Eterno Feminino)

   VAU = “9” (Principio Masculino Fálico, Lingam)

   HE = “6” (Principio Feminino, Útero, Yoni)

   IOD HE VAU HE = “8”

   O “8” certamente nos indica o equilíbrio, a atração, a união de todas as partes.

   O “1” e o “0”, vemos que nitidamente são complementos, se juntarmos bem estes dois números vamos encontrar o “8”, igualmente o “6” e o “9” nos assinalam os Mistérios do Yin-Yang, bem como o signo de Peixes e outros como a Roda do Samsara.

&nb
sp;  O “1” e o “0”, certamente são significativos ao extremo, pois simbolizam os dois Opostos Absolutos. O “1” e o “0” são nitidamente a representação da conexão sexual do membro masculino (1) e feminino (0). O Número 1 atravessando o 0 nos traz a imagem do 8 que é o resultado desta soma visual.

   Na época em que chegamos ao Mistério CLXV, ainda não conhecíamos uma certa versão do Arcano I do Tarô, a qual é uma perfeita representação do Símbolo CLXV.

   Na parte superior encontramos o número da Carta “1”, abaixo disto, acima da cabeça do Mago, o Santo “8”, a cabeça em seu formato circular denota o “0”, a mão direita elevada ao Céu o “6”, a mão esquerda apontando a Terra o “9”.

   Os próprios objetos sobre a mesa são quatro, a Espada (1), o Cajado (8), o Cálice (0) e o Pentagrama (6 e 9).

   O Pentagrama voltado para cima representa o “6”, voltado para baixo representa o “9”. Assim como o Pentagrama tem um vértice representando a cabeça, a linha faz este mesmo papel no “6” e no “9”, por isto o pentagrama representa dois aspectos, já que pode este estar em pé ou ao inverso, neste segundo caso representando a força descendente.
   

O Mago (Arcano I)