O Símbolo

CAPÍTULO V

O Símbolo


    “Agora, estes são os Nomes que Eu darei desde o Porvir sem limites. Escrevei-os como um símbolo e que daqui em diante sejam revelados aos Filhos de Deus.”
- Pistis Sophia

    Tudo tem um princípio, uma forma básica da qual se desenvolve. A Semente transforma-se em um broto, logo passa por inúmeros processos e formas até atingir sua forma final.

    Tal símbolo que é a raiz universal de todas as coisas, também tem Sete formas, Sete manifestações. Estas expressões as vemos de acordo com seu processo, também conforme a época, o propósito, ou região em que se manifesta.

    8
    10
    180
    1690
    16890
    1568920
    7156892034

C - 8

L - 10

X - 180

V - 1690

CLXV - 16890

MD - 1568920

MDCLXV - 1765892034



    Estes sete símbolos são os mesmos Sete Selos do Apocalipse, uma vez que se estendem do início ao fim de toda a criação.

    Atualmente, esta humanidade é a Quinta Humanidade que habita o planeta Terra e por este motivo o signo que a rege e a manifestação atual deste mistério primordial é o 16890.

    Ainda assim, temos de entender que tudo tem uma representação ideal, que normalmente é o ponto máximo de sua maturidade.

    Neste caso, nos referimos ao símbolo 16890 (CLXV) que equivale à formação completa e à forma eterna e permanente de tal Mistério.

    Quando representamos uma pessoa, sempre representamos ela na vida adulta, como uma denotação de seu potencial, de sua real forma, e é isto que representamos com o Mistério CLXV, também porque coincidentemente é a época na qual ele está em seu formato atual, manifesto.

    O Santo Oito, já foi tomado por Ordens Espirituais como a Sagrada Ordem do Tibete como símbolo máximo de seu mistério e cujo lema é: “Nada resiste ao nosso poder”.

    Lema o qual não se refere apenas a eles próprios, mas ao poder encontrado no mistério que eles resguardam e que é o símbolo de sua ordem, em sua primeira manifestação. Se ao Santo Oito, o Símbolo do infinito o puxamos pelas suas pontas, encontramos um Traço, se o desenrolamos, encontramos um Círculo.

    E certamente o próprio formato do Santo Oito demonstra dois extremos querendo como que escapar de sua forma, ainda que, claro, estando eternamente ligados um ao outro em seus aspectos mais básicos.

    O Santo Oito, ou o “8” representa a Eternidade, o Todo, a Atração, o Crepúsculo.

    O Traço, ou o “1” simboliza o Momento, Unidade, o Homem, o Dia.

    O Círculo, ou o “0” está relacionado com o Nada, o Vazio, a Mulher, a Noite, etc.

    Certamente, isto é apenas um pequeno exemplo do que este símbolo significa e que, posteriormente, aprofundaremos mais adequadamente.

    No “6” e no “9” encontramos tanto a derivação do “1” e do “0”, como do próprio “8”.

    No traço superior do “6” assim como no traço inferior do “9”, encontramos a Linha, o “1”. Da mesma maneira, encontramos no outro extremo destes números o círculo ou o “0”.

    O “0” ao transformar-se em “1” tem como processo transformativo o “6”, da mesma maneira a transição entre o “1” e o “0” se faz expresso no “9”.


    Temos de afirmar que os números como conhecemos são o resultado do desdobramento destes princípios e, por isso, suas formas e significados. A Linguagem sempre surge como a manifestação de uma Consciência com necessidade de expressar-se, e que, por sua vez, como já dissemos, deriva de algo ainda superior.

    É claro que, nossa linguagem atual e, por consequência, seus caracteres sejam numéricos ou alfanuméricos estão bastante distantes de uma linguagem divina, ainda assim, cumprem seu propósito e função neste momento em que vivemos.

    Os números, podemos classificá-los de muitas maneiras, mas aqui neste caso, temos de fazê-lo de uma forma específica para entendermos o porquê de neste Símbolo estarem presentes estes números, especificamente, e mesmo, nesta disposição.

    Se tomarmos os números em seu formato mais básico como o “1” sendo uma linha, o “0” um círculo e, assim por diante, vamos encontrar números cuja grafia continua sendo um número, ou até mesmo, tendo idêntico valor ao serem girados, invertidos.

    Assim temos:

    O “1”, continua sendo “1”.

    O “8”, continua sendo “8”.

    O “0”, continua sendo “0”.

    O “6”, passa a ser “9”.

    O “9” passa a ser “6”.


    O “5” e o “2” são um espelhamento horizontal um do outro. Girados eles perdem o sentido, mas espelhados continuam sendo números.

    Já os números “7”, “3” e “4” perdem seu sentido ao serem invertidos.

    Assim, temos a base 16890 e o complemento sendo 75234.


    Da unidade sempre surge a dualidade e da dualidade surge sua criação, a terceira força. Quando três forças interagem surge então, o quarto, que é a divisão do terceiro novamente em dois. Surge, o quinto, que é uma nova criação o qual serve como eixo central da relação do Dois e do, então, quatro.

   

    Assim, podemos dizer, por exemplo, que existe a Luz e esta em sua manifestação se polariza como o Dia e a Noite, isto é a derivação da Luz, pois mesmo as Trevas são outro tipo de Luz.

    Assim, temos o Dois, e tendo duas forças temos a relação entre elas que gera o Terceiro, que é o movimento, a alternância. Este movimento se polariza em dois acontecimentos que são o Amanhecer e o Anoitecer, no caso da Luz Solar.

    Não importa o assunto ou a profundidade, toda a natureza está baseada nesta simples matemática.

    As próprias histórias de uma Divindade que criou o homem e então uma mulher, são no fundo este mesmo evento. O Um que se parte em dois, e assim por diante. O Próprio Homem é uma fração da Divindade, um desdobramento, como bem se compreende, porque nada se cria do nada.

    Se observamos o Calor, que é o que, por exemplo, determina as estações, vamos ver que no fundo existem dois extremos, o Verão e o Inverno. As outras duas estações são apenas esta passagem de um estado para outro, são mais um movimento do que uma forma que se manifesta a natureza. Por isto que dizemos que são forças derivadas e não primárias.

    Quando fala-se de Pai, Filho e Espírito Santo, nos referimos a este núcleo central da Vida como força Positiva, Negativa e Neutra.

    Existe uma Divindade chamada I.A.O., que nos recorda exatamente a sequência 180, cujo rearranjo nos remete as 108 contas do Colar de Buda, e tantas referências Místicas acerca deste número. Este é o número de existências que tem uma Alma no Reino Humano antes de descender pelo processo involutivo, algo que claro, ocorre muitas vezes (3.000) antes que seja considerada fracassada em seu propósito de autorrealizar-se.

    Na Primeira Raça o ato sexual, ou melhor, a reprodução, era por modo fissíparo, em outras palavras, divisão celular.

    Por isto se simboliza pelo Santo Oito, e somente pelo Santo Oito, este primeiro sistema de reprodução, pois no instante da divisão celular, surgiam dois idênticos de um só Pai-Mãe. Não haviam sexos e por isto não existiam polaridades ou atração, somente a unidade que em sua totalidade por ser Pai-Mãe, dividia-se dando origem a um novo Ser. De um faziam-se dois idênticos, por isto o “8” que é a imagem que capta o momento desta divisão da unidade em dois.

Divisão Celular



    A Segunda Raça reproduzia-se por brotação (Esporos), a dualidade já se fazia evidente, pois assim como nos vegetais que reproduzem-se por brotação, vemos que já há a expressão masculina e feminina atuando, ainda que permaneçam Andrógenos (hermafroditas), como na primeira raça.

    O “IO” ou “1” e 0” representam exatamente a dualidade sexual, ainda que unida em um só corpo. A Própria brotação é simbolizada pelo “1” e “0”, pois do grande vem um extrato onde se expressa a nova vida, um grande, um pequeno. O Zero como Matriz do Um, o Um como potência do Zero.

    É o Adão-Eva (1-0), antes da extração simbólica de Eva da costela de Adão.

Brotação



    A Terceira Raça reproduziu-se por gemação, ainda andrógenos, mas uma verdadeira mescla das duas formas anteriores de reprodução, pois uma célula-ovo era a fonte da nova vida e apesar de que os órgãos sexuais não fossem evidentes, já estavam em processo de desenvolvimento.

    Por isto o 180 (IAO), pois o óvulo recebia um zoosperma e disto dava-se a nova vida, mas dentro de uma só criatura, sem a necessidade do encontro de dois seres, como hoje conhecemos. Um único indivíduo hermafrodita ao mesmo tempo que gerava o óvulo e o fecundava, dando origem a uma nova criatura.

Gemação



    No final da Terceira Raça, dividiram-se os sexos, surgiram o Homem e a Mulher, por consequência o Falo e o Útero em cada um, para sua reprodução. Ou seja, este foi o método da Quarta Raça.

    Isto certamente foi representado pelo “1”, “0” e “6”, “9”. Pois o Homem e a Mulher (1 e 0) faziam uso de suas particularidades reprodutivas (6 e 9, Útero e Falo) para a reprodução, mas passaram a necessitar e a depender de um complemento de gênero.

    O “9” representa o membro masculino, sendo o círculo superior as gônadas e a parte inferior o membro viril. Já na mulher é o inverso, simbolizando o órgão feminino pelo “6”, sendo a linha superior o canal vaginal e o útero representado pelo círculo inferior.

    “E a minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder;
    Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.
    Todavia falamos sabedoria entre os perfeitos; não, porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam;
    Mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória;
    A qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória.
    Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam.
    Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus.
    Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.”
    - 1 Coríntios 2


    Na Quinta Raça ocorre algo especial, pois surge o primeiro para complementar o quarto. Vejam que até a sua quinta manifestação, o oito aparece e desaparece, intercalando suas expressões até que se faz permanente na Quinta Raça, ou sua quinta manifestação.

    O quatro é a Cruz, o cinco é o Cristo em seu martírio, seu sacrifício, seu nascimento para a vida eterna. Mas, mais que isto, é quando ele vai ao Abismo para integrar-se com sua contraparte já purificada por meio de sua Vida, sua Obra e seu Sacrifício.


    “Paciência vale mais que valentia, e dominar a si mesmo vale mais que conquistar uma cidade.”
    - Provérbios


    Existem basicamente dez unidades numerais , 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 0.


    O zero apesar de ser normalmente associado a “nenhum”, “nada”, na verdade temos de colocá-lo após o nove, pois é, acima de tudo, o potencializador para as dezenas, centenas, etc. E é dentre a unidade e o nada que surge a multiplicidade. Afinal, a pessoa como indivíduo, tem dentro de si centenas, milhares, centenas de milhares de elementos, ainda que seja uma unidade.

    O “1” e o “0” são números que representam exatamente aquilo do “Alfa e o Ômega”, ou o Primeiro (1) e o Último (0). São números que atribuímos ao Pai ainda que no início da criação dizemos IO (1 e 0) como Pai-Mãe, o Hermafrodita primordial da criação, sendo claro o “0” representando a Divina Mãe.

    Quando no Símbolo CLXV vemos o “8” ao centro do “1” e do “0”, vemos que representa exatamente estes OITO números que se encontram entre o “1” e o “0” (2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 = Oito Números) Por isto, também o 180 na vertical. Claro que, esotericamente simboliza o infinito e toda a criação que se dá entre o “1” e o “0”.

    No Símbolo CLXV vemos, como já ensinamos, que:

    1 = Homem;

    0 = Mulher;

    6 = Útero;

    9 = Falo;

    8 = União do Homem e da Mulher, Falo e do Útero, força de atração e imantação (Principio Sexual).

    O “1” é a força positiva e simboliza o aspecto masculino, o “0” é a força negativa e representa o aspecto feminino.

    O “6” é a força exercida da Mulher para com o Homem, que representa os órgãos reprodutores femininos e também claro o Amor.

    O “9” é a força exercida do Homem para com a Mulher, que representa os órgãos reprodutores masculinos e também, claro o Sexo.

    O Amor e o Sexo são dois desdobramentos de um mesmo princípio e que atuam de maneira a atrair duas forças opostas em direção uma à outra. Dentro do Amor encontramos o Sexo, dentro do Sexo encontramos o Amor.